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Washington Siqueira, prefeito de Maricá, é alvo de protesto PDF Imprimir E-mail

O ato público ocorreu em frente à Câmara de Vereadores, durante a sessão plenária da Casa.

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TVC/ O Fluminense

Anderson Carvalho

Cerca de 50 moradores de Maricá participaram na tarde desta segunda-feira de uma manifestação contra o que eles chamam de “descaso do poder público municipal em relação à cidade”.
 
O ato público ocorreu em frente à Câmara de Vereadores, durante a sessão plenária da Casa. Munidos de faixas e cartazes pediram o afastamento do prefeito Washington Siqueira, o Quaquá.
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Os vereadores também foram alvo dos manifestantes. Os parlamentares, por sua vez, demonstraram irritação com o protesto e sugeriram aos moradores que encaminhassem as denúncias por escrito ao Legislativo.

 
 
O evento foi organizado em sites de relacionamento da internet e no boca-a-boca, com ajuda da ONG Instituto Cidadania de Maricá. Políticos de oposição ao governo também participaram.
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“As ruas do Boqueirão estão esburacadas e sempre enchem quando chove. Também não há iluminação. Os postos de saúde estão sem médicos e pessoas morrem sem atendimento no Hospital Municipal”, denunciou a marinheira Ivete Ramos de Moraes de Filho, de 44 anos, que reside naquela localidade.

 
 
 
“A coleta de lixo é irregular e não há calçamento em várias áreas da cidade”, reclamou o aeroviário José Luiz Batista, de 55, morador de Araçatiba.
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“No hospital não há sequer esparadrapo. A cidade está entregue às baratas. Se continuar assim por mais três anos, Maricá acaba. O estado é de calamidade. As ruas do município estão toda esburacadas. O turismo está acabando. Ninguém quer vir mais aqui. No Carnaval a Prefeitura loteou o calçadão em frente à Igreja Católica por R$ 350 para barraqueiros e não instalou banheiro químico. No final, ficou um cheiro horrível”, protestou a professora Maria Cândida Rocha.

 
 
O presidente municipal do PPS, Fábio Magalhães, também presente no ato, disse que o partido é oposição a Quaquá, apesar do único vereador da sigla, Aldair da Linda, apoiar o petista.

“Rompemos com o governo há quatro meses. Ele não realizou o projeto de administração que tinha prometido. Há postos de saúde fechados em Itaipuaçu, São José de Imbassaí e no Espraiado. Queremos saber em que os royalties do petróleo que o município recebe estão sendo usados. Não há divulgação. Queremos pressionar a Câmara a instaurar uma CPI para investigar as contas do prefeito”, disse.

 
 No plenário do Legislativo os vereadores discursaram em defesa do governo e criticaram os manifestantes.
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 “Por que os reclamantes não vêm aqui entregar uma denúncia por escrito? Podem entregá-la no protocolo que vamos apurar. Melhor que fazer essa gritaria em vão. A Casa do Povo está  aberta a eles”, afirmou o presidente do Legislativo, vereador Luciano Rangel Júnior (PSB).

 
 
O prefeito, que está em Brasília, informou através de sua assessoria que montou uma força-tarefa com todos os secretários para resolver os problema da cidade.
 
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