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Obstáculos e buracos no caminho do Asfalto Liso.Recapeamento que deveria durar 10 anos já apresenta desgaste em menos de dois.
TVC/O DIA
Angélica Fernandes
Rio - Com investimento de R$ 463 milhões e obras previstas até 2012, a operação Asfalto Liso, iniciada há um ano e sete meses, já dá sinais de desgaste. A ‘Blitz do DIA’ percorreu diversas vias da Zona Norte submetidas ao programa de recapeamento que promete durabilidade de 10 anos e constatou o tormento dos motoristas, que precisam desviar de buracos e tampões desnivelados, além de terem que passar por ruas sem pintura de faixas de pedestres ou entre as pistas, a chamada sinalização horizontal. Um risco também para transeuntes.
Até agora, 112 das 165 vias estabelecidas no programa já foram pavimentadas. Entre as ruas dadas como concluídas pela Secretaria Municipal de Obras está a Rua 24 de Maio, que passou pelo recapeamento em junho do ano passado. Em frente ao número 573, no Sampaio, o asfalto que envolve bueiro já está destruído.
O taxista Felipe de Oliveira, 54 anos, conta que o problema está lá há três meses. “Passo aqui todo dia e ele fica cada vez maior”, atesta.
Próximo dali, na altura do 2.554 da Av. Amaro Cavalcanti, no Encantado, um tampão desnivelado também é transtorno para motoristas. E a mesma situação ocorre na Avenida Dom Hélder Câmara esquina com a Rua Henrique Scheid, em Pilares.
A Secretaria de Obras promete enviar técnicos esta semana para verificar as falhas. O órgão afirma que, se os danos no asfalto tiverem sido provocados por intervenção de concessionárias em bueiros e tampões, as empresas serão acionadas para realizar os reparos necessários
Na Rua Hermengarda, no Méier, mesmo estando liso, o novo asfalto não garante a tranquilidade de motoristas e pedestres. “Aqui (no cruzamento com a Rua Lins de Vasconcelos) falta o principal: a faixa de pedestres. Este trecho é muito complicado para atravessar porque o fluxo de carros é intenso, e motoristas não respeitam o sinal”, reclama a comerciante Sandra Guimarães, 56 anos.
PROMESSA DE DURABILIDADE
Criado em maio de 2009, o programa Asfalto Liso prometia pôr fim às ações tapa-buraco. A principal diferença para o asfalto anterior seria a durabilidade. O novo asfalto também utiliza técnica ecológica que economiza energia.
Falta de marcação em avenida põe pedestres e motoristas em perigo
Na Av. Marechal Rondon, do Engenho Novo à Mangueira, não há marcação de faixas e legendas no asfalto. A via começou a receber obras em agosto do ano passado e, segundo o município, ainda não foi concluída.
O motorista de caminhão Frederico Pires, 38, sempre que pode, faz outros caminhos para evitar riscos: “Mudo de rota. Acho arriscado dirigir sem sinalização horizontal”.
O médico Luiz Antônio Moraes, 59, fica confuso. “A pintura é guia para motoristas. Sem ela, tudo se torna complicado”, reclama.
Em nota, a Secretaria de Obras afirma que a Rua Hermengarda e Av. Marechal Rondon estão no cronograma desta semana para receber a pintura, se o tempo não estiver chuvoso.
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