O eco da indignação ressoa pelas ruas de Maricá: “Onde estão os deputados da cidade?”.
A pergunta, carregada de frustração e revolta, paira sobre uma população que se sente abandonada em meio a um turbilhão de ações controversas do prefeito Quaqua.
Enquanto centenas de trabalhadores perdem seus empregos, famílias inteiras enfrentam a miséria e benefícios sociais são brutalmente cortados, o gestor municipal ostenta gastos milionários em projetos pessoais, gerando um abismo de desigualdade e sofrimento.
A cidade, que outrora depositou sua confiança em uma bancada política robusta, observa perplexa a inércia de seus representantes. Rosângela Zeidan, vice-presidente da ALERJ e ex-esposa do prefeito, marca presença em eventos e celebrações, distribuindo sorrisos e acenos, mas silencia diante da angústia que assola seus eleitores.
Renato Machado, Felipe Poubel, que iniciou sua trajetória política como vereador em Maricá, e Guilherme Delalori, irmão do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delalori, seguem seus compromissos políticos, enquanto a cidade clama por socorro.
A indiferença dos deputados diante do sofrimento da população gera um sentimento de traição.
A proximidade com o eleitorado, antes tão evidente, parece ter se dissipado, substituída por um distanciamento que ecoa a frieza de uma moeda de troca.
A população de Maricá, que se sente traída, promete dar o troco nas urnas, lembrando aos eleitos que a justiça popular é implacável.
A TVC, presente no dia a dia da população, registra a dor e a revolta de quem se sente vítima de uma “ditadura” imposta pelo prefeito.
O tempo, senhor da verdade, revelará se a voz do povo, “vox populi, vox dei”, ecoará nas próximas eleições, punindo aqueles que negligenciaram o clamor de Maricá.