Enquanto o prefeito Quaquá passeia pela Europa mais uma vez com sua comitiva,
Maricá mergulha em uma grave crise de gestão pública.
A ausência do gestor em meio a um cenário de caos nos serviços essenciais, especialmente na saúde, revolta a população e escancara a falta de comprometimento com a cidade.
A pergunta que ecoa é: até quando a Justiça vai permitir que Maricá seja tratada como território sem lei?
Na linha de frente das denúncias está o vereador Ricardinho Netuno (PL), que há meses vem revelando os bastidores obscuros da gestão petista.
As denúncias, todas fundamentadas, envolvem milhões de reais e atingem diversas áreas da administração.
O que já era grave no governo do ex-prefeito Fabiano Horta tornou-se ainda mais alarmante na atual gestão de Quaquá, marcada por decisões personalistas e pela inversão de prioridades, onde os interesses do povo são deixados de lado para alimentar projetos pessoais.
A situação é agravada pela conduta da base gorvernista na Câmara de Vereadores. As sessões legislativas têm sido palco de ataques pessoais, desrespeito ao Regimento Interno e uso de linguagem vulgar, uma afronta ao decoro parlamentar.
O líder do governo, vereador Hadesh, protocolou um novo pedido de cassação do mandato de Ricardinho Netuno, alegando “ofensas pessoais”.
O parlamentar rebate com firmeza: “Estão tentando me calar para que a população não saiba das ilegalidades. Mas não sou pau mandado de ninguém. Tenho autonomia e estou ao lado do povo.”
Antes do fechamento desta matéria, Ricardinho publicou em seu perfil no Instagram uma nova denúncia.
Nas imagens, a emergência do Hospital Municipal Conde Modesto Leal aparece superlotada, com médicos sem condições adequadas de trabalho, pacientes à espera de atendimento e um cenário de desespero total.
Enquanto isso, o secretário de Saúde, Marcelo Velho, segue fazendo propaganda da “cidade do futuro”, ignorando a dura realidade enfrentada pela população.
É inadmissível que, em pleno funcionamento da máquina pública, a cidade esteja entregue ao abandono.
Em municípios vizinhos, a Justiça tem atuado com rigor diante de desmandos semelhantes. Em Maricá, no entanto, parece prevalecer a blindagem política, sustentada por um grupo que age como se estivesse acima da Lei.
A sociedade clama por justiça, transparência e respeito. Maricá precisa urgentemente de um choque de responsabilidade e isso começa com a presença efetiva do Ministério Público, e dos órgãos de controle.
Não se pode mais tolerar um governo que abandona sua população para fazer turismo internacional enquanto o povo sofre nas filas do hospital.