O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta uma grave crise interna após denúncias de fraude nas eleições partidárias na Bahia.
A chapa derrotada no Processo de Eleição Direta (PED) contesta o resultado que elegeu Tássio Brito como presidente estadual da sigla, revelando casos de eleitores mortos que teriam votado, exclusões irregulares de candidatos e suspeitas de manipulação em mais de 7 mil votos.
As acusações foram levadas à Justiça pela candidata Nina Germano, que conseguiu decisão favorável e uma multa de R\$ 15 mil por dia ao partido, caso não seja reintegrada. Em Feira de Santana, outro caso semelhante reforça a dimensão das irregularidades.
A direção do PT em Camaçari tentou justificar os problemas como “erros não intencionais” causados por tumultos e más condições no local de votação. Mas a crise ultrapassou as fronteiras baianas.
Denúncias também envolvem Maricá (RJ)…
O escândalo reforça o alerta sobre práticas semelhantes em outros diretórios, especialmente no Rio de Janeiro.
Washington Quaquá, prefeito de Maricá e figura influente do PT fluminense, já foi acusado por aliados e adversários de controlar processos internos com mão de ferro, excluir opositores e utilizar a máquina partidária para manter o poder a qualquer custo. Quaquá, inclusive, já possui condenações judiciais por má gestão administrativa.
Crise pode chegar ao Diretório Nacional…
A ala derrotada promete levar as denúncias à instância nacional do PT, desafiando a imagem de democracia interna propagada pela sigla. O diretório nacional, até o momento, permanece em silêncio.
A TVC Copacabana acompanha o caso e seguirá denunciando todo e qualquer ataque à democracia, à ética e ao respeito ao eleitor seja nas ruas ou dentro dos partidos políticos.