Prefeito é alvo de dois bloqueios milionários em 72 horas e pode perder o cargo por corrupção, propina e favorecimento a aliados…

Prefeito é alvo de dois bloqueios milionários em 72 horas e pode perder o cargo por corrupção, propina e favorecimento a aliados

O Ministério Público de São Paulo demonstrou, mais uma vez, por que é referência nacional em rigor, independência e defesa da legalidade.

Em menos de três dias, o MP paulista conseguiu na Justiça dois bloqueios de bens milionários contra um prefeito e seu núcleo político, em ações que revelam esquemas de corrupção sistêmica, propina e favorecimento a aliados e familiares .

O prefeito Vitor Riccomini (PL), conhecido como “Vitão”, está no segundo mandato e virou alvo central de duas investigações que apontam graves crimes administrativos e financeiros.

Ele teve R\$ 2,5 milhões bloqueados por suposto envolvimento direto em um esquema de propina com a empresa de coleta de lixo da cidade, além de mais R\$ 4,8 milhões por uma negociação imobiliária suspeita envolvendo o pai de um de seus secretários, totalizando R\$ 7,3 milhões bloqueados.

Nos bastidores do poder, o crime se articulava com naturalidade, usando contratos públicos como ferramenta de enriquecimento ilícito. Segundo o MP, a EPPO, empresa responsável pela coleta de lixo, teria repassado até 8% dos valores dos contratos como propina ao prefeito e seus aliados, entre 2017 e 2023.

Em uma das provas, mensagens mostram o pagamento de R\$ 28 mil em propina num único contrato de R\$ 350 mil . A parceria entre o prefeito e o empresário José Carlos Ventre começou ainda na campanha de 2020, com indícios de doação ilegal e caixa dois .

Além disso, o MP aponta que a prefeitura comprou um imóvel de R\$ 4,8 milhões de uma empresa que pertence ao pai do secretário de Segurança, homem de confiança de Vitão. A manobra, segundo os promotores, teve caráter fraudulento e lesivo ao erário público.

O juiz André Luiz Marcondes determinou o bloqueio de bens e o afastamento imediato de três nomes do núcleo duro do governo municipal: o chefe de gabinete, o secretário Bruno Sampaio dos Santos e o diretor de Meio Ambiente.

Vitão, apesar de comprovadamente envolvido no esquema, ainda permanece no cargo, mas pode ser afastado e condenado à perda de mandato, suspensão dos direitos políticos e ressarcimento dos cofres públicos.

Fonte: Metrópoles, com análise crítica da Redação TVC Copacabana