Quaquá e a República da Alopradice: quando o delírio vira política pública em Maricá

TVC/ Jornal Barão de Inohan

Hoje, o prefeito Washington Quaquá pode ser definido com precisão quase geográfica: é como os pontos cardeais está à esquerda, à direita, no centro e até no meio desde que a bússola aponte para o seu próprio interesse.

Com o combustível certo (leia-se: os cofres da Prefeitura de Maricá), ele avança, atropelando adversários, ignorando denúncias e, quando necessário, redesenhando a ética partidária com tintas próprias.

Recentemente, ficou ainda mais explícita essa lógica personalista de poder: Quaquá passou por cima da própria Executiva Nacional do PT em manobras que incluíram acusações internas de compra de votos, ameaças a militantes e uma blindagem midiática que mantém as denúncias longe do noticiário nacional restando à imprensa local, como a TVC a dura missão de registrar os absurdos que vão se empilhando nos gabinetes e nos becos da cidade.

Inspirado em crônica publicada por Amaro Barros sob o título “A República da Alopradice Maricá Sob o Comando dos Devaneios”, o retrato da cidade em 2025 se aproxima perigosamente de uma distopia tragicômica. Maricá vive entre promessas faraônicas e realidade abandonada.

O prefeito que mais parece influenciador digital do que gestor público se orgulha de “projetos estratégicos” enquanto bairros acumulam lixo, buracos, ônibus lotados e escolas sucateadas.

De Brasília (ou de algum aeroporto internacional), Quaquá dispara pérolas como:
“Prefeito que fica com o traseiro sentado quer cidade pobre.”

Fica a dúvida: e prefeito que está sempre voando e não cuida do básico… quer o quê? Uma cidade maquiada com PowerPoint e crise no asfalto?

As propostas se repetem como mantras místicos: o VLT de Inoã ao Centro, prometido desde 2014 numa feira de turismo na França (sim, você leu certo), continua flutuando entre maquetes e discursos.

Agora, ressurge embalado por outro devaneio: um mergulhão de R\$ 750 milhões em Inoã”, sem cronograma, sem estudo de impacto, sem respostas para as perguntas mínimas como vai funcionar o trânsito na RJ-106? Vai alagar tudo de novo? O comércio vai parar? E os ônibus?

E tem mais: a ZPE (Zona de Processamento de Exportações), supostamente ligada ao ainda mais fantasioso porto de Jaconé, não passa de uma miragem política citada em discursos como promessa de empregos em massa, mas sem obra, sem licença, sem operários, e sem futuro definido.

E para quem achava que já viu de tudo, vem aí o Centro Aeroespacial de Maricá, onde foguetes de 1ª geração seriam lançados talvez como metáfora do prefeito querendo sair do planeta.

Enquanto isso, o Tribunal de Contas aponta irregularidades nos investimentos milionários e cobra respostas que não vêm.

A prefeitura ignora determinações, e a vontade de Quaquá parece sempre prevalecer sobre qualquer parecer técnico ou responsabilidade pública.

O mais preocupante, no entanto, não são os devaneios. É o silêncio.

Silêncio da Câmara. Silêncio dos aliados. Silêncio dos grandes veículos de imprensa. Um pacto tácito onde tudo parece normal, mesmo quando tudo claramente não é.

Não é normal um prefeito governar por vídeos.

Não é normal uma cidade virar cobaia de projetos sem base técnica.

Não é normal o dinheiro público financiar sonhos delirantes.

Maricá precisa acordar. O Ministério Público precisa agir. E talvez seja o momento de considerar não só a responsabilidade jurídica de quem governa, mas também sua condição clínica porque há delírios que não cabem num cargo público.

A cidade pede o fim do teatro. Quer seriedade, quer chão firme. Porque Maricá não pode continuar sendo governada por ideias que flutuam alto demais… e realizam quase nada.

Em breve irão conhecer as empresas multinacionais que ópera na Europa e suas contas são em Paraísos Fiscais..