Em meio a uma escalada de críticas contra o ministro Alexandre de Moraes, especialmente após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o também ministro do STF Gilmar Mendes saiu em defesa do colega e reforçou que o país deve à sua atuação o que ele classificou como a “salvação de um colapso institucional”.
A declaração foi dada durante evento realizado pela Esfera Brasil, em Brasília, nesta semana.
Para Gilmar, a condução firme de Moraes em temas sensíveis como o combate à desinformação, à organização de atos antidemocráticos e a preservação do processo eleitoral evitou que o Brasil mergulhasse em um cenário de instabilidade grave.
“Já disse isso várias vezes: o Brasil teria se tornado um pântano institucional não fosse a ação de Moraes. O país deve muito à atuação dele durante todo esse período da pandemia de Covid, do TSE, com todas essas questões como as fake news. É um trabalho desafiador”, afirmou.
As declarações surgem em um momento de tensão entre setores da direita e o STF, com a oposição tentando desgastar a imagem de Moraes após decisões recentes. Mesmo assim, Gilmar reforçou que o ministro não está isolado dentro da Corte e goza da plena confiança de seus pares.
Plano de assassinato contra autoridades é reconhecido por general…
Durante sua fala, Gilmar também mencionou investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República que apuram a existência de um suposto plano para assassinar autoridades, incluindo o próprio Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo ele, a gravidade dos fatos foi reconhecida em depoimento pelo general Mário Fernandes.
“Agora, planeja-se a morte do Lula, do vice-presidente Alckmin e de Alexandre de Moraes. Isso acaba de ser reconhecido, confessado pelo general Fernandes. Nós estamos falando, portanto, de coisas extremamente sérias. Não estamos falando de um passeio no parque isso é extremamente grave.”
Apoio interno no STF e críticas a sanções externas…
Ainda durante o evento, Gilmar comentou as sanções aplicadas ao ministro Moraes pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com base na chamada Lei Magnitsky mecanismo que permite punições a indivíduos acusados de violar direitos humanos.
Ele reforçou que o STF mantém coesão interna e não aceita ingerência estrangeira sobre decisões do Judiciário brasileiro:
“O Alexandre de Moraes tem toda a nossa confiança e o nosso apoio. Nenhum desconforto entre os ministros.”
Gilmar criticou ainda o uso de tarifas comerciais como instrumento para pressionar mudanças institucionais e afirmou que disputas comerciais, por si só, são normais, mas não devem ser usadas como ferramenta de retaliação política.
Análise da TVC Copacabana.
A fala de Gilmar Mendes reforça um movimento estratégico de proteção institucional ao STF em meio a pressões políticas intensas.
Ainda que a atuação de Alexandre de Moraes seja alvo de críticas especialmente no campo conservador , o ministro se mantém como figura central na contenção de movimentos que atentaram contra a ordem democrática nos últimos anos.
A TVC segue acompanhando as repercussões e desdobramentos dessa crise política e institucional.
Fonte: Com informações do *Jornal Metrópole. (https://www.metropoles.com)
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