O vereador Ricardinho Netuno (PL), único representante da oposição ativa na Câmara Municipal de Maricá, voltou a ser alvo de uma ofensiva articulada nos bastidores do poder.
Conhecido por denunciar esquemas que envolvem supostos desvios de verbas públicas e o uso político da máquina municipal, Netuno agora enfrenta uma tentativa de cassação de mandato, num movimento que pode marcar negativamente a história política do município.
Maricá, uma cidade com orçamento bilionário, tornou-se palco de ações obscuras, contratos milionários e decisões administrativas que pouco dialogam com a realidade da população.
Graças às denúncias de Ricardinho Netuno, vieram a público gastos chocantes como os R\$ 8 milhões destinados à escola de samba do prefeito Quaquá, que, mesmo com investimento vultoso, terminou em 5º lugar, sendo motivo de piada entre dirigentes do Carnaval carioca, que deixaram claro: dinheiro e vaidade não compram tradição.
Outro ponto de indignação foi a revelação da aquisição de dez projetos futurísticos de um arquiteto por R\$ 73,6 milhões, em uma cidade que clama por infraestrutura básica, saúde, segurança e mobilidade urbana.
Enquanto isso, profissionais de fora do município continuam a ser contratados para cargos estratégicos com salários elevados, muitos deles atuando remotamente — ou nem isso.
Oposição sob ataque: a voz que incomoda precisa ser calada
Netuno, por sua atuação firme e corajosa, tornou-se uma pedra no sapato de um sistema que age com blindagem, arrogância e sede de poder.
Sua luta tem sido comparada à de Davi contra Golias uma batalha entre a resistência popular e uma estrutura de poder que, dia após dia, exibe sinais de soberba institucionalizada.
O que se vê é o uso da Câmara Municipal como instrumento de retaliação, e não como guardiã da democracia. A tentativa de cassar o mandato do único vereador opositor é um alerta grave à sociedade civil: a perseguição política está institucionalizada em Maricá.
Maricá e o espectro do silêncio forçado
Em um passado recente, dois jornalistas, um vereador e um advogado foram assassinados em contextos que ainda hoje geram questionamentos. O ambiente é de medo.
O processo de cassação de Netuno, nesse contexto, é mais um capítulo de intimidação política com verniz legal.
TRAIÇÃO POLÍTICA E O DESPREZO PELO REGIMENTO…
Nos bastidores da Câmara, os movimentos indicam traições explícitas. Vereadores que prometeram defender o povo agora se curvam aos interesses do Executivo, em troca de nomeações e privilégios.
O próprio rito legal da cassação, previsto no Decreto-Lei nº 201/67, corre risco de ser ignorado ou atropelado. Se isso acontecer, não será apenas um mandato cassado será o rompimento da confiança entre o povo e seus representantes.
RITO LEGAL DA CASSAÇÃO — O QUE A LEI EXIGE:..
- Representação formal: Denúncia por escrito por qualquer cidadão ou vereador;
- Comissão Processante: Três vereadores são sorteados para apurar;
- Defesa plena: O vereador pode apresentar provas, testemunhas e se defender;
- Instrução: Coleta de provas e oitivas;
- Relatório final: Comissão opina pela cassação ou arquivamento;
- Julgamento em plenário:** Votação nominal com 2/3 de quórum;
- Decisão final: Cassação do mandato ou arquivamento do processo.
POPULAÇÃO DE MARICÁ DEVE PERMANECER VIGILANTE…
O que está em jogo é a soberania popular. E o momento exige consciência, mobilização e resistência.
Ricardinho Netuno não está sendo julgado por erros está sendo punido por denunciar.
Ele é a prova viva de que a democracia, em Maricá, incomoda quem governa como dono da cidade.
A história cobrará a omissão dos que hoje se calam ou se vendem. E nas urnas, o povo poderá lembrar: **não há lealdade onde impera a traição.