EUA Revogam Vistos de Autoridades Brasileiras Ligadas ao Programa Mais Médicos: Pressão Internacional e Acusações de Espionagem.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (13/8) a revogação dos vistos de entrada de duas autoridades brasileiras que participaram do programa Mais Médicos Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, e **Alberto Kleiman, coordenador-geral da COP30.

A medida foi divulgada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que qualificou o programa como uma “fraude diplomática” e acusou os brasileiros de participação em um suposto esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano, envolvendo médicos cubanos trazidos ao Brasil.

Além disso, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)também foram sancionados, proibidos de entrar nos EUA.

O episódio ocorre após novas denúncias nacionais: nesta quinta-feira (19/8), o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) solicitou investigação sobre o programa, com base em reportagem do Jornal da Band de 17 de março, que revelou uma reunião em que a OPAS e representantes do Ministério da Saúde supostamente combinaram a vinda ao Brasil, junto aos médicos, de 50 espiões da ditadura cubana.

Caiado, que também é médico, afirma que o Mais Médicos funciona como um disfarce para apoiar a ditadura cubana e enviar recursos financeiros ao país, enquanto reportagem da Folha de São Paulo aponta que o número de médicos nas regiões mais remotas do país caiu após o início do programa.

O Mais Médicos, criado em 2013, tinha como objetivo suprir a falta de profissionais de saúde em áreas carentes às, beneficiando milhões de brasileiros. No entanto, essas denúncias externas e internas colocam o programa em questão, evidenciando problemas de transparência, impacto social e possíveis interesses geopolíticos.

Para especialistas em saúde pública e relações internacionais, as recentes sanções e denúncias revelam como pressões externas e interferências políticas podem comprometer políticas públicas nacionais, afetando programas estratégicos que deveriam priorizar o atendimento à população mais vulnerável.

O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre as medidas americanas ou sobre as acusações apontadas por Caiado, eforça que é essencial proteger programas sociais de saúde de interferências externas e garantir transparência na gestão de recursos e profissionais.

Fontes:

Exame

Imagens:

Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman