Mais uma derrota de Quaqua: do Carnaval aos royalties, prefeito de Maricá é superado por Rodrigo Neves e pela lei

O prefeito de Maricá, Washington Quaqua, sofre mais uma derrota política e administrativa, reafirmando que nem sempre querer é poder. Desta vez, as derrotas chegam em dois momentos emblemáticos, que mostram que decisões unilaterais podem colidir com a realidade e a lei.

A primeira derrota ocorreu durante o Carnaval. Enquanto Quaqua concedia entrevistas dando como certa a vitória da União de Maricá, sua escola de samba, Rodrigo Neves, com humildade e consciência do trabalho da Acadêmicos de Niterói, conquistou o título e o direito de desfilar no grupo especial em 2026.

O episódio mostrou que humildade, planejamento e mérito prevalecem sobre o gasto excessivo de recursos públicos, já que a prefeitura de Maricá destinou R\$ 8 milhões à sua escola de samba.

Agora, a segunda derrota veio no âmbito jurídico e financeiro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em favor de Niterói, impedindo que os royalties do petróleo fossem repassados para outro município, como pretendia Quaqua.

O prefeito de Maricá havia decidido isoladamente a doação de um recurso que pertence a cidades produtoras de petróleo, sem ouvir vereadores ou a população.

O resultado: mais uma derrota, onde prevaleceram os argumentos do prefeito de Niterói e o respeito à lei.

Rodrigo Neves e Dimas Gadelha destacaram que a decisão do STF reforça que os royalties devem beneficiar apenas os municípios produtores, e que qualquer tentativa de manobra fora da lei é ineficaz.

O debate segue também no Congresso Nacional, com o projeto de lei 4504/23, que cria o Fundo de Desenvolvimento Regional Compartilhado (FDRC). A proposta permite que municípios produtores destinem parte dos royalties para cidades vizinhas, mas apenas para projetos estruturantes em saneamento, educação, saúde e segurança pública. O substitutivo aprovado estabelece:

  • Gestão do fundo por um comitê com representantes dos municípios produtores e beneficiários;
  • Exigência de comprovação de viabilidade técnica, metas e impacto positivo mensurável;
  • Plano plurianual de investimentos a cada dois anos;
  • Prestação de contas regular para garantir transparência e evitar desvios.

Mais uma vez, Quaqua é lembrado de que a vontade pessoal não se sobrepõe ao direito e à gestão responsável.

Enquanto Niterói avança com decisões planejadas e respeitando a lei, Maricá enfrenta limitações impostas pelo próprio descuido administrativo.

Que esta derrota sirva de alerta: nem sempre querer é poder.