EUA estudam sanção inédita contra comandante do Exército brasileiro e ampliam pressão sobre aliados de Lula…

A relação histórica entre Brasil e Estados Unidos atravessa um momento delicado: o governo americano avalia uma sanção inédita contra o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, em meio a suspeitas de alinhamento com decisões do STF que atingem figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo informações da Sociedade Militar, a medida incluiria a revogação do visto do general, ação que jamais teve precedentes na diplomacia norte-americana contra oficiais de países aliados.

Mas o impacto não se limitaria a Tomás: analistas apontam que civis e militares próximos poderiam ser os próximos alvos, criando um efeito dominó que ameaça alianças estratégicas e a cooperação militar com Washington.

O Departamento de Estado americano teria identificado encontros frequentes entre o general e o ministro Alexandre de Moraes, levantando a hipótese de que Tomás serviria como canal de apoio a decisões do Judiciário brasileiro.

O episódio se soma à recente revogação de vistos de autoridades da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e assessores próximos ao presidente Lula, ampliando a percepção de desconfiança mútua e fragilidade nas relações bilaterais.

Dentro do Exército, generais próximos a Tomás avaliam que uma sanção desse porte fragilizaria canais de diálogo estabelecidos há décadas, mas dificilmente alteraria posições políticas internas.

Ao mesmo tempo, mensagens atribuídas a ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro conectam o comandante a episódios de tensão política, aumentando a complexidade do cenário.

Especialistas alertam que, caso o governo americano decida ampliar o pacote de sanções, a medida poderia atingir outros militares de alta patente e até civis estratégicos, comprometendo programas de treinamento conjunto, transferência de tecnologia e negociações de defesa.

A situação se torna ainda mais crítica diante de um contexto internacional instável e de disputas políticas internas.

Até o momento, o Palácio do Planalto e o Ministério da Defesa mantêm silêncio oficial, enquanto diplomatas brasileiros buscam preservar canais de diálogo com Washington.

A porta permanece aberta para novos desdobramentos, e a tensão sinaliza que qualquer passo em falso pode ter repercussões globais e inéditas para o Brasil.

Fonte: Sociedade Militar