Autoridades militares dos Estados Unidos, segundo a emissora NBC News, estudam opções de ataques dentro do território venezuelano contra focos do tráfico de drogas.
A iniciativa, tratada em sigilo, seria um novo capítulo no histórico de tensões entre Washington e Caracas.
A ideia de uma ação externa contra organizações criminosas levanta um alerta imediato para o Brasil.
O país enfrenta o crescimento acelerado de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que deixou de ser apenas um grupo prisional para se transformar em um player transnacional do crime.
Crescimento do PCC e atuação internacional
Relatórios internacionais, inclusive do governo de Israel, apontam o uso de fintechs e criptomoedas por parte do PCC para movimentar grandes somas de dinheiro suspeitas.
Nos Estados Unidos, brasileiros ligados ao PCC já foram presos por tráfico de armas e drogas, revelando uma rede que se estende para além das fronteiras nacionais.
Operações sofisticadas no Brasil
No plano interno, a ousadia do crime organizado ficou evidente recentemente com o assassinato de um delegado de polícia em São Paulo.
A dinâmica da execução, o planejamento e o profissionalismo da ação lembram métodos de células terroristas, mostrando um grau de coordenação inédito entre facções.
A chamada Operação Dois Caras revelou ainda como esses grupos penetram no mercado financeiro e em áreas estratégicas, ampliando seu poder de influência.
O paralelo com a Venezuela
Embora não haja confirmação de que os EUA cogitem ações militares no Brasil, o cenário venezuelano serve de alerta.
Se Washington está disposto a agir fora do seu território para enfrentar cartéis, o crescimento do PCC e de outras facções brasileiras no exterior coloca o país no radar internacional.
Conclusão
O Brasil vive um momento crítico: facções cada vez mais poderosas, sofisticadas e internacionalizadas.
O que hoje se discute sobre a Venezuela pode, em um futuro próximo, ser uma questão envolvendo o Brasil, caso não haja uma resposta firme das autoridades nacionais.