Maricá e Itaboraí: Licitações milionárias suspensas revelam modus operandi da Casa Grande e do Coronel…

Novas decisões do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) apontam irregularidades graves em licitações milionárias nas cidades de Itaboraí e Maricá, mostrando um padrão preocupante de concentração de recursos e ausência de transparência.

Em Itaboraí, foi suspensa uma licitação de R$ 16 milhões destinada à pavimentação de vias públicas.

Entre as falhas apontadas pelo Tribunal estão inconsistências na planilha orçamentária, ausência de justificativas técnicas e lacunas nos projetos, que restringem a competitividade do certame e levantam suspeitas sobre favorecimento de determinados grupos.

Já em Maricá, a situação chama atenção pelo valor envolvido: R$ 737 milhões para a construção do mergulhão e parque linear em Inoã.

A licitação apresentou sete irregularidades, como falhas no projeto básico, ausência de ART, critérios de medição indevidos, falta de divulgação adequada e omissão do parcelamento do objeto.

São erros que comprometem a transparência e evidenciam um padrão de gestão que lembra a lógica da Casa Grande, termo histórico usado pelo próprio Quaquá para criticar concentrações de poder em administrações passadas, e do Coronel, responsável por decisões estratégicas e recursos vultosos, transformando Maricá em uma verdadeira galinha dos ovos de ouro para interesses particulares.

O modus operandi das duas administrações revela semelhanças claras:

Grandes volumes financeiros concentrados em poucos contratos;

Falta de transparência e justificativas técnicas insuficientes;

Risco de favorecimento privado e restrição à competitividade;

Omissão frente às normas do Tribunal, repetindo padrões que chamam atenção da população.

Enquanto isso, as denúncias do vereador Ricardinho Netuno sobre irregularidades na gestão de Maricá continuam sem a atenção devida, aumentando a percepção de impunidade.

Diante desse cenário, surge a pergunta que não quer calar:

MARICÁ ESTÁ ACIMA DA LEI??

E, nas entrelinhas, a cidade segue em risco: se continuar nessa dinâmica, Maricá pode se transformar em um quadro de Picasso de altíssimo valor, onde cada movimento precisa de atenção máxima, exigindo reforço de segurança até nos pontos estratégicos, como o aeroporto, palco de chegada e saída de muitos segredos.

O alerta é claro: é hora de pressão popular, fiscalização rigorosa e ação firme da justiça, para que Maricá não se torne uma cidade onde a lei parece valer apenas para alguns, enquanto o povo assiste à repetição de um padrão de gestão que concentra poder e riqueza em poucas mãos.