Maricá enfrenta dois problemas graves de saúde pública: uma quadra de areia contaminada por fezes de gatos no bairro Flamengo e uma infestação crescente de sarna (escabiose) nas escolas da rede municipal.
A situação acende um alerta para as Secretarias de Esporte e Saúde, que são diretamente responsáveis pelos espaços e pela proteção dos moradores.
Quadra de areia contaminada no Flamengo

Moradores relatam que a quadra de areia do bairro servia de abrigo para um grande número de gatos, que utilizavam o espaço como local para urinar e defecar.
Após a transferência de projetos esportivos de Araçatiba para o Flamengo, usuários passaram a relatar coceira intensa, vermelhidão e lesões na pele.
A areia contaminada pode causar doenças como:
Bicho Geográfico (Larva Migrans Cutânea)

Transmitido pelas fezes de cães e gatos infectados.
Sintomas: lesões avermelhadas em formato de trilhas, forte coceira, principalmente em pés, mãos e glúteos.
Esporotricose
Micose profunda causada por fungo presente no solo e na areia.
Sintomas: feridas que começam como pequenas picadas e evoluem para nódulos.
Toxoplasmose
Transmitida por fezes de felinos contaminados.
Sintomas: febre, cansaço, aumento de gânglios, podendo ser grave em gestantes e imunossuprimidos.
Moradores afirmam que não houve higienização adequada da quadra, apenas a transferência do projeto, “como se estivesse trocando de cueca”, sem descontaminação profissional nem barreiras para impedir a entrada dos animais.
Profissionais da saúde recomendam:
suspensão imediata do uso da quadra;
limpeza especializada ou troca completa da areia;
isolamento do local;
atendimento médico para quem apresentar sintomas dermatológicos.
Infestação de sarna nas escolas municipais

A TVC também recebeu relatos de aumento expressivo de casos de sarna (escabiose) em unidades de ensino de Maricá. A doença é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei e provoca coceira intensa, lesões, inflamação e risco de transmissão rápida.
Como ocorre o contágio
- contato direto de pele com pele;
- roupas, toalhas e lençóis contaminados;
- ambientes fechados com grande circulação de pessoas.
Um profissional da saúde que pediu sigilo alertou o jornalista Ricardo Cantarelle sobre a situação:
Falta gestão e planejamento. A cidade foi invadida por moradores de rua, muitos já contaminados pelo ácaro. Eles dormem em bancos de praças, os estudantes usam os mesmos bancos para sentar para conversar o local já pôde está contaminado provocando a contaminação dos estudantes que acabam entrando em salas de aula, ambiente perfeito para espalhar a doença. É como enxugar gelo. Falta uma ação específica e organizada.”O servidor também destacou a grande quantidade de pessoas recém-chegadas à cidade e o uso de “padrinhos políticos”, criando disputas internas e prejudicando o funcionamento dos serviços:

“Muitos nem conhecem o espaço que ocupam e se impõem com ameaças veladas. Isso atrapalha ainda mais o trabalho.”
ALERTA ÀS SECRETARIAS
A Secretaria de Saúde e a Secretaria de Esporte precisam atuar em conjunto.
A troca de local sem inspeção prévia, sem controle de animais e sem desinfecção adequada expôs usuários ao risco real de contrair enfermidades.
Da mesma forma, o crescimento dos casos de sarna exige:
- ação rápida;
- tratamento em massa;
- vistoria em escolas;
- higienização constante;
- atendimento e rastreamento de contatos.
MARICÁ DO FUTURO NÃO PODE CONVIVER COM DOENÇAS BÁSICAS…
Apesar dos investimentos e do anúncio do futuro Centro Aeroespacial, episódios como sarna e Larva Migrans Cutânea impactam a imagem da cidade e revelam a necessidade de planejamento preciso, protocolos firmes e gestão eficiente.
A população fez a parte dela ao denunciar. Agora, cabe ao governo agir.