Maricá viveu duas realidades distintas nesta segunda-feira (24).
De um lado, milhares de moradores se espalharam pela beira da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) para ver a tradicional Caravana de Natal da Coca-Cola, com o caminhão iluminado e o Papai Noel mais conhecido do planeta. De outro, cresceram as críticas ao desfile do Natal Brasilidade, organizado pela Prefeitura, por trocar símbolos clássicos do Natal por personagens folclóricos.

Famílias inteiras aguardavam a chegada do caminhão desde o fim da tarde.
Crianças com gorros vermelhos, pais filmando com o celular e pessoas emocionadas ao ver o Papai Noel acenando do alto do veículo. Enquanto isso, muitos moradores comentavam sobre o contraste entre a festa popular espontânea e a rejeição que o desfile oficial da Prefeitura vem recebendo.
“Estou aqui com meu filho esperando o Papai Noel chegar. Eu preciso mostrar para ele o verdadeiro espírito do Natal, não esse desfile confuso que a Prefeitura inventou. O Natal tem Papai Noel, tem anjo, tem presépio… e não Saci-Pererê no lugar do bom velhinho”, disse uma mãe, emocionada ao lado do filho de 6 anos.

O comentário não foi isolado. Diversos moradores afirmaram à reportagem que ver o Papai Noel da Coca-Cola foi uma forma de “resgatar” o Natal tradicional, já que o desfile do Natal Brasilidade, dirigido pela equipe artística contratada pela Prefeitura, priorizou elementos do folclore e do carnaval brasileiro, causando rejeição em grande parte da população.
Alguns chegaram a ir além nas críticas.
“O prefeito está perdendo o juízo. Quer transformar tudo em carnaval, até o Natal.

Tirar o Papai Noel para colocar Saci-Pererê? Isso é brincar com a fé, com a tradição e com a infância das nossas crianças”, reclamou João, morador de Itaipuaçu.
A reação popular durante a passagem do caminhão da Coca-Cola reforçou o tamanho do contraste. Enquanto o desfile oficial foi alvo de protestos nas redes sociais, a caravana lotou calçadas, praças, pontos de ônibus e passarelas da rodovia. Houve quem dissesse que “o verdadeiro Natal de Maricá” estava na rua, não no evento oficial.
Apesar das críticas, a Prefeitura defende que o Natal Brasilidade tem como objetivo valorizar a cultura nacional e oferecer uma experiência diferente para moradores e turistas.

Porém, especialistas ouvidos pela TVC apontam que inovação cultural não pode ignorar símbolos universais que compõem a memória afetiva das famílias principalmente das crianças.
A TVC segue acompanhando a repercussão do desfile e o impacto que as críticas podem ter nos próximos eventos do calendário oficial do município.
Maricá viveu duas realidades distintas nesta segunda-feira (24).
De um lado, milhares de moradores se espalharam pela beira da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) para ver a tradicional Caravana de Natal da Coca-Cola, com o caminhão iluminado e o Papai Noel mais conhecido do planeta. De outro, cresceram as críticas ao desfile do Natal Brasilidade, organizado pela Prefeitura, por trocar símbolos clássicos do Natal por personagens folclóricos.
Famílias inteiras aguardavam a chegada do caminhão desde o fim da tarde.
Crianças com gorros vermelhos, pais filmando com o celular e pessoas emocionadas ao ver o Papai Noel acenando do alto do veículo. Enquanto isso, muitos moradores comentavam sobre o contraste entre a festa popular espontânea e a rejeição que o desfile oficial da Prefeitura vem recebendo.

“Estou aqui com meu filho esperando o Papai Noel chegar. Eu preciso mostrar para ele o verdadeiro espírito do Natal, não esse desfile confuso que a Prefeitura inventou. O Natal tem Papai Noel, tem anjo, tem presépio… e não Saci-Pererê no lugar do bom velhinho”, disse uma mãe, emocionada ao lado do filho de 6 anos.
O comentário não foi isolado. Diversos moradores afirmaram à reportagem que ver o Papai Noel da Coca-Cola foi uma forma de “resgatar” o Natal tradicional, já que o desfile do Natal Brasilidade, dirigido pela equipe artística contratada pela Prefeitura, priorizou elementos do folclore e do carnaval brasileiro, causando rejeição em grande parte da população.
Alguns chegaram a ir além nas críticas.
“O prefeito está perdendo o juízo. Quer transformar tudo em carnaval, até o Natal.

Tirar o Papai Noel para colocar Saci-Pererê? Isso é brincar com a fé, com a tradição e com a infância das nossas crianças”, reclamou João, morador de Itaipuaçu.
A reação popular durante a passagem do caminhão da Coca-Cola reforçou o tamanho do contraste. Enquanto o desfile oficial foi alvo de protestos nas redes sociais, a caravana lotou calçadas, praças, pontos de ônibus e passarelas da rodovia. Houve quem dissesse que “o verdadeiro Natal de Maricá” estava na rua, não no evento oficial.
Apesar das críticas, a Prefeitura defende que o Natal Brasilidade tem como objetivo valorizar a cultura nacional e oferecer uma experiência diferente para moradores e turistas.
Porém, especialistas ouvidos pela TVC apontam que inovação cultural não pode ignorar símbolos universais que compõem a memória afetiva das famílias principalmente das crianças.
A TVC segue acompanhando a repercussão do desfile e o impacto que as críticas podem ter nos próximos eventos do calendário oficial do município.