Motoristas que passavam pela RJ-104, entre os bairros Vista Alegre e Santa Luzia, em São Gonçalo, viveram momentos de terror no fim da tarde desta terça-feira (25).
Segundo relatos nas redes sociais e confirmados por vídeos que circulam desde então um grupo armado em pelo menos cinco motos iniciou uma série de assaltos em plena via.
Vários condutores abandonaram os veículos e decidiram retornar pela contramão, fugindo da ameaça.
O pânico generalizado expôs mais uma vez a vulnerabilidade de quem trafega pela rodovia via essencial que corta parte da Região Metropolitana e faz a ligação com municípios da Baixada e da Região dos Lagos.
A ação criminosa reativou o alerta sobre a necessidade urgente de fiscalização, policiamento intensivo e medidas estruturais na RJ-104.
Histórico preocupante: não é a primeira vez
Não é a primeira vez que a RJ-104 aparece nas páginas policiais:
Em 2018, um grupo liderado por traficantes da facção ADA já havia realizado arrastões, assaltando motoristas e postos de combustíveis às margens da rodovia.
Recentemente, a via também foi palco de acidentes graves inclusive um que resultou em duas mortes após colisão entre moto e caminhão.
Especialistas e moradores alertam que a rodovia carece de sinalização adequada, fiscalização e infraestrutura fatores que aumentam o risco para motoristas e pedestres.
O que deve ser feito e rápido
Para reduzir o risco e reconquistar a confiança de quem usa a estrada diariamente, é imperativo que:
A Polícia Militar intensifique o patrulhamento da rodovia, especialmente em trechos críticos como Vista Alegre, Santa Luzia, Tribobó e Novo México;
O Estado por meio do DER‑RJ acelere a implantação de radares, câmeras e medidas de segurança viária;
A sociedade civil e os usuários da via continuem denunciando as ocorrências e cobrando providências;
Mídia independente, como a TVC, exerça seu papel de observadora permanente e voz de quem trafega na rodovia.
A violência na RJ-104 não é apenas mais uma manchete: é um alerta. Um chamado para que o Estado e a sociedade não fechem os olhos antes que o medo se instale de vez na rodovia mais usada da Região Metropolitana.