Família Questiona Morte de Adolescente com Esquizofrenia em Cela de Delegacia de Cantagalo

Família busca respostas sobre morte de adolescente em delegacia

A família de um adolescente de 16 anos diagnosticado com esquizofrenia contesta as circunstâncias de sua morte, ocorrida no último domingo (4) dentro de uma cela na Delegacia de Cantagalo, no Rio de Janeiro. O jovem foi levado à unidade policial após um surto psiquiátrico, e seus familiares afirmam que não foram devidamente comunicados sobre o falecimento, descobrindo a notícia por meio de redes sociais e ligações.

Suspeitas sobre a causa da morte e a custódia do menor

Segundo a mãe do adolescente, a polícia foi acionada para conter o surto, mas, em vez de receber atendimento adequado, o jovem foi detido na delegacia. Ao reconhecer o corpo no Instituto Médico Legal (IML), a mãe relatou ter observado apenas uma pequena marca no pescoço do filho, semelhante a um fio de carregador, e levantou dúvidas sobre a possibilidade de suicídio na cela, que segundo ela, não possuía estrutura para tal ato. A família também não teve acesso à roupa que o jovem usava no dia de sua morte.

Negligência e violação de direitos apontados pela família

A família questiona veementemente a ausência de atendimento médico ou psiquiátrico para o adolescente, bem como a falta de acionamento do Conselho Tutelar, procedimento obrigatório em casos envolvendo menores de idade. Há também a preocupação de que o jovem tenha sido mantido em cela com presos adultos, o que é proibido por lei. “Por que não abriram a cela? Por que o Conselho Tutelar não estava com ele? Ele era um menor de 16 anos”, questionou a mãe, clamando por justiça e respostas.

Investigação em sigilo pela Polícia Civil

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que o caso está sob investigação em regime de sigilo e que não seria possível conceder entrevistas com o delegado responsável no momento. Até o fechamento desta matéria, não houve novas atualizações sobre o andamento da apuração.