Tragédia em Guaratiba
O capitão do Corpo de Bombeiros Lucas Silva Souza, de 30 anos, foi uma das três vítimas fatais da queda de um helicóptero em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último sábado (17). O corpo do militar foi velado em Silva Jardim, na Região dos Lagos, onde parentes e amigos se despediram.
Renda extra para ajudar pais
Emocionada, a mãe de Lucas relatou durante o velório que o filho aceitou realizar o voo para obter uma renda extra e poder ajudar financeiramente os pais, inclusive custear o plano de saúde deles. “Eu tenho orgulho de ser mãe do Lucas. Pelo caráter, pela bondade dele. Gostava de ajudar as pessoas. Ele colocou o currículo dele para fazer esse voo porque era um dinheiro a mais que ele ia ganhar no final de semana, e ele queria pagar o plano de saúde para mim, o plano de saúde para o pai dele. Ele falou: eu não estou com ganância de dinheiro, não. Eu quero é para isso, para ajudar vocês”, desabafou a mãe.
Voo de instrução e vítimas identificadas
Segundo a Polícia Civil, Lucas e outros dois pilotos realizavam um voo de instrução para familiarização com o modelo da aeronave Robinson R44 II, prefixo PS-GJS. As vítimas foram identificadas como Sérgio Nunes Miranda, major da Força Aérea Brasileira (FAB); Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros; e Diego Dantas Lima Morais, de 36 anos, que era instrutor de voo. O helicóptero pertencia a Diogo Stasiak e era utilizado para voos panorâmicos, tendo passado por manutenção recente e com documentação regular, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Investigação em andamento
O acidente está sob investigação do Cenipa, com acompanhamento da Polícia Civil. De acordo com as apurações iniciais, o helicóptero decolou do Recreio e se dirigiu a um clube de aviação esportiva em Guaratiba, onde os pilotos teriam realizado manobras de circuito antes do desaparecimento e queda. Testemunhas relataram ter visto a aeronave realizando manobras de instrução na região pouco antes do ocorrido. Lucas Silva Souza completou cinco anos como capitão do Corpo de Bombeiros em dezembro e possuía publicações científicas na área de segurança em missões aeromédicas.