Defesa do Goleiro Bruno Orienta que Ele Não se Apresente à Justiça Após Ordem de Prisão

Ordem de Prisão e Revogação do Livramento Condicional

A defesa do goleiro Bruno recomendou que ele não se apresente à Justiça após a expedição de um mandado de prisão pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro. A ordem judicial também revogou o livramento condicional concedido ao ex-atleta e determinou seu retorno ao regime semiaberto. Segundo a Justiça, o motivo para a decisão foi o descumprimento de regras impostas para o benefício, incluindo uma viagem ao Acre sem autorização judicial em fevereiro deste ano, quando Bruno estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro.

Argumentos da Defesa

A advogada de Bruno, Mariana Migliorini, contesta a decisão, afirmando que o goleiro vinha cumprindo regularmente todas as condições do livramento condicional, concedido há aproximadamente três anos. “Durante esse período, ele compareceu ao patronato todas as vezes, assinou regularmente, manteve endereço atualizado e seguiu as condições do livramento”, declarou a defesa. A advogada também questiona o fato de a cerimônia formal de livramento condicional não ter sido realizada pela Justiça.

Condições Severas e Transferência da Pena

Segundo a defesa, algumas das exigências impostas a Bruno seriam incompatíveis com o regime de livramento condicional, funcionando na prática como um regime semiaberto domiciliar mais rigoroso. “São condições muito severas que não traduzem o livramento condicional. Elas acabam transformando o semiaberto domiciliar em livramento condicional”, explicou Migliorini. A defesa informou ainda que pretende solicitar a transferência da execução da pena para São Pedro da Aldeia, cidade onde Bruno reside, conforme previsto na legislação.

Condenação e Liberdade Condicional

Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio. Ele estava em liberdade condicional desde 2023, após ter cumprido parte de sua pena. A decisão de revogar o benefício e expedir o mandado de prisão pode levar o ex-goleiro de volta ao regime fechado, o que a defesa busca evitar alegando o cumprimento das obrigações legais.