Comunidade Acadêmica em Alerta
Estudantes e professores da Universidade Federal Fluminense (UFF) se reuniram em protesto na Rodovia Amaral Peixoto, em Rio das Ostras, nesta terça-feira (11). A manifestação marcou 100 dias desde o desaparecimento de Paloma Fragoso Gomes, estudante do 9º período de Enfermagem, e serviu como um clamor por mais agilidade e profundidade nas investigações sobre seu sumiço.
Paloma: Uma Trajetória Interrompida
Paloma Fragoso Gomes, de 28 anos, natural de Piúma (ES), vivia em Rio das Ostras há cerca de quatro anos e meio, onde conciliou seus estudos com o trabalho e a criação de sua filha de 7 anos. Descrita por seus professores como uma aluna dedicada e participativa, Paloma se preparava para apresentar seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) quando desapareceu. Seu sumiço repentino causou grande comoção e apreensão na comunidade acadêmica e entre seus familiares.
Indícios de Crime Grave e Pedidos de Medidas Urgentes
Um parecer do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), obtido pela reportagem, aponta que o caso de Paloma pode estar ligado a um crime grave, com indícios de morte violenta. Essa constatação reforça a urgência na condução das investigações. O MPRJ manifestou-se favorável a uma série de medidas solicitadas pela Polícia Civil, incluindo a quebra de sigilo telefônico, telemático e bancário da vítima, além da análise de dispositivos eletrônicos de pessoas próximas a ela. Essas ações são consideradas cruciais para reconstruir os últimos passos de Paloma e identificar possíveis envolvidos no seu desaparecimento.
Justiça a Caminho das Respostas
O pedido de autorização para as medidas investigativas foi encaminhado à Justiça, que agora tem a responsabilidade de decidir sobre sua aprovação. A expectativa é que a liberação dessas diligências acelere o processo e traga respostas concretas para a família e para a comunidade da UFF, que aguardam ansiosamente por notícias sobre o paradeiro de Paloma Fragoso Gomes.