EUA Ameaçam Empresas com Sanções por Pagamento de Pedágios no Estreito de Ormuz

Riscos de Sanções para Navegações

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu um comunicado alertando empresas de navegação sobre a possibilidade de sanções caso decidam pagar pedágios para atravessar o estratégico Estreito de Ormuz. O comunicado, divulgado pelo Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), classifica tais pagamentos como transações com o regime iraniano e com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, ambos alvos de sanções americanas.

Alerta da OFAC

A OFAC enfatiza que tanto empresas quanto indivíduos podem ser sujeitos a sanções por se envolverem em transações para garantir a passagem segura pela via marítima. “A OFAC está emitindo este comunicado para alertar pessoas dos EUA e de fora dos EUA sobre os riscos de sanções de fazer esses pagamentos ou solicitar garantias do regime iraniano para uma passagem segura”, declarou o órgão, adicionando que os riscos persistem independentemente do método de pagamento.

Reação Internacional ao Plano Iraniano

A iniciativa iraniana de impor pedágios a navios que transitam pelo estreito, aprovada pela Comissão de Segurança do Parlamento do Irã no mês passado, gerou forte repúdio internacional. Especialistas em direito marítimo e autoridades americanas criticaram a medida. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a tentativa de Teerã de estabelecer um sistema de pedágio como “ilegal, inaceitável e perigoso para o mundo”, ressaltando a necessidade de uma resposta global.

Impacto no Fluxo Marítimo

O Estreito de Ormuz é uma rota vital, por onde tradicionalmente flui cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundial. No entanto, o tráfego na região tem sido severamente afetado pelo bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos e por recentes ataques e apreensões de navios. Dados da Lloyd’s List Intelligence indicam uma drástica redução no fluxo: de aproximadamente 3.000 navios em um mês típico antes do início da guerra com o Irã, o número caiu para apenas 154 em março, segundo a Kpler.