“Vamos ver se você tem colhão para cortar na própria carne”, desafia Sapo após ataques de Quaquá

O cenário político de Maricá pegou fogo com a resposta contundente de Fabinho Sapo às acusações de Washington Quaquá.

Em um vídeo que já circula com força nas redes sociais, o ex-candidato a prefeito não apenas rebateu as falas do atual gestor que o acusou publicamente de fraude no Banco Mumbuca como partiu para o ataque direto, questionando a coragem do “Coronel” em investigar o próprio governo.

Sapo classificou as declarações de Quaquá como “gravíssimas, irresponsáveis e incompatíveis” com o cargo público, prometendo processar o prefeito por cada calúnia proferida.

O tom subiu quando o opositor contrastou a rotina de ostentação da “Casa Grande” com a realidade das ruas de Maricá.

Cachaça, Charuto e a Realidade das Ruas

Com um discurso afiado, Sapo atacou o isolamento do prefeito: *”Enquanto você fica aí no seu sítio, bebendo cachaça e fumando charuto, tem gente morrendo por falta de atendimento médico”.

Ele traçou um diagnóstico sombrio da cidade, mencionando o aumento da população de rua e usuários de drogas, ironizando os projetos faraônicos da gestão Quaquá. “Esquece esse papo de Roda Gigante, Castelo Medieval, Arca de Noé. Dê ao povo emprego e trate o povo com respeito”, disparou.

O Desafio da CPI: A Hora da Verdade

O ponto alto do vídeo foi o desafio direto sobre a fraude no Mumbuca. Sapo inverteu o jogo ao exigir que a base governista na Câmara assine o pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios.

Com um vídeo do vereador Ricardinho reforçando a necessidade da investigação, Sapo foi cirúrgico: “Vamos ver, Quaquá, se você tem colhão para cortar na própria carne”.

A fala sugere que os “verdadeiros bandidos” podem estar muito mais próximos da administração municipal do que o prefeito quer admitir. Ao se colocar à disposição da Polícia Civil para prestar esclarecimentos, Sapo tenta desidratar a narrativa oficial de que ele seria o mentor das fraudes, jogando a pressão sobre a base aliada do governo, como o vereador Radeche, instado a assinar a investigação.

A TVC publica o conteúdo das declarações de Fabinho Sapo sob o prisma do interesse público e do direito de resposta. As afirmações sobre “cachaça e charuto” e a falta de “colhão” entram no campo da crítica política ácida, protegida pela jurisprudência que garante maior liberdade de expressão em embates entre figuras públicas. A cobrança por uma CPI é um fato administrativo-político inegável que agora pauta o debate na cidade.

Por: Ricardo Cantarelle