OMS atualiza dados sobre surto em navio
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta segunda-feira (11) a ocorrência de sete casos do Hantavírus Andino entre passageiros de um cruzeiro. O número total de casos relatados pela agência subiu para nove, após a França notificar que uma passageira francesa, retirada do navio MV Hondius, testou positivo para o vírus. Desses nove casos, dois são suspeitos de serem Hantavírus, incluindo uma pessoa que faleceu antes de ser testada, totalizando três mortes no surto, segundo a OMS.
O que é o Hantavírus Andino?
O Hantavírus pertence a uma família de vírus que pode causar duas doenças distintas: uma que afeta principalmente os pulmões e outra que ataca os rins. A forma pulmonar é a mais conhecida devido à sua alta taxa de letalidade, estimada em cerca de 40%. A síndrome pulmonar por Hantavírus é mais comum nas Américas do Norte e do Sul. Diferentemente da maioria das cepas, que são transmitidas pela interação com roedores, o Hantavírus Andino é a única variante conhecida capaz de se propagar por contato próximo e prolongado entre humanos. Esta cepa é encontrada predominantemente na Argentina, país de onde partiu o navio em questão, e no Chile.
Sintomas e Diagnóstico
Os sintomas da hantavirose geralmente se assemelham aos de uma gripe, como fadiga e febre, aparecendo de uma a oito semanas após a exposição ao vírus. Posteriormente, podem surgir tosse, falta de ar e acúmulo de fluido nos pulmões. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) alerta que o diagnóstico nas primeiras 72 horas de infecção pode ser desafiador, pois os sintomas iniciais podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe comum.
Tratamento e Prevenção
Atualmente, não existe um tratamento específico para a infecção por Hantavírus. O manejo da doença foca em cuidados de suporte, como repouso e hidratação. Pacientes com quadros mais graves podem necessitar de suporte respiratório, incluindo o uso de ventiladores. Para minimizar o risco de exposição, especialistas recomendam afastar e eliminar roedores de áreas frequentadas por humanos. É aconselhável evitar o uso de aspiradores de pó ou a varrição de excrementos secos de roedores, pois isso pode transformar o vírus em aerossol, facilitando sua inalação.