Eduardo Bolsonaro nega recebimento de dinheiro de fundo para filme e afirma ter cedido apenas direitos de imagem

Eduardo Bolsonaro se defende de acusações

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro negou veementemente ter recebido recursos do fundo de investimento utilizado na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em pronunciamento nas redes sociais, Eduardo classificou a história como “tosca” e sem sustentação, afirmando que sua participação se limitou à cessão de direitos de imagem, sem qualquer envolvimento em gestão ou emprego no fundo.

Investigação da Polícia Federal

A manifestação de Eduardo ocorre em meio a uma apuração da Polícia Federal que investiga se recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram empregados para cobrir despesas do ex-deputado nos Estados Unidos. Eduardo argumentou que seu status imigratório nos EUA o impediria de receber tais valores, pois ele precisou comprovar a origem de seus recursos às autoridades americanas.

Advogado e fundo de investimento

Eduardo também abordou a atuação de seu advogado, que é o mesmo responsável por seu visto de permanência nos EUA (green card) e que também atua como gestor do fundo ligado ao filme. O ex-deputado destacou a vasta experiência do profissional, com mais de 40 anos de carreira, mestrado e doutorado, e que seu escritório possui mais de uma década de atuação em gestão patrimonial e fundos de investimento. Segundo ele, a parte de migração é apenas um departamento do escritório, voltado para clientes de alto nível que buscam transferir capital e residência.

Produção do filme e investimentos

A suspeita da PF surgiu após a produtora do filme negar ter recebido recursos do Banco Master, o que contrasta com uma transferência de US$ 2 milhões para o Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. Eduardo explicou que os aportes foram realizados nos Estados Unidos devido à natureza americana da produção do filme, que contou com atores do país. Ele também mencionou que investidores teriam preferido se distanciar do projeto no Brasil por receio de perseguição política, citando um “estado de exceção” que inibiria investimentos em um filme sobre Bolsonaro no país. Para ele, os investimentos nos EUA garantem segurança jurídica em uma jurisdição considerada séria. O ex-deputado ainda ressaltou que a família não era dona do filme, mas sim dezenas de investidores, e que ele apenas apresentou o advogado ao produtor Mário porque sabia de sua competência. Por fim, classificou a situação como uma tentativa de “assassinato de reputação” para vincular ilicitude ao patrocínio do filme.