Estudo Revela: Consumo de Artes e Cultura Pode Ser Tão Eficaz Quanto Exercícios Físicos para Retardar o Envelhecimento Biológico

Descoberta Científica Inédita

Uma nova pesquisa publicada na revista Innovation in Ageing, conduzida por cientistas do University College London (UCL), aponta que o consumo de artes e cultura pode ser um aliado poderoso na luta contra o envelhecimento biológico. O estudo analisou dados de sete relógios de envelhecimento diferentes, que medem biomarcadores para determinar a idade biológica, em mais de 3.500 participantes do Reino Unido.

Artes e Cultura: Um Novo Pilar para a Longevidade

Os resultados indicam que a frequência e a diversidade das atividades culturais a que as pessoas se dedicam podem, de fato, retardar o processo de envelhecimento. Feifei Bu, coautora do estudo, explicou que os efeitos observados foram comparáveis aos da atividade física. Embora estudos anteriores já tivessem demonstrado a ligação entre engajamento cultural e melhores resultados de saúde em áreas como cognição e depressão, esta é a primeira pesquisa a examinar especificamente o envelhecimento biológico em nível molecular.

Como as Artes Impactam o Corpo?

Acredita-se que as artes atuem por meio de diversos mecanismos biológicos. As atividades culturais, que englobam desde visitar museus até assistir a espetáculos, possuem “ingredientes ativos” como estímulos estéticos, sensoriais, físicos e sociais. Esses elementos, combinados, podem influenciar positivamente os processos biológicos associados ao envelhecimento. Os benefícios foram particularmente notáveis em adultos com 40 anos ou mais, mesmo após o controle de fatores como renda.

O Que Funciona Melhor?

Segundo Bu, tanto a frequência quanto a variedade das experiências culturais importam. A “melhor” abordagem varia de acordo com o indivíduo, seus interesses e o que ele consegue manter de forma consistente. Especialistas como James Stark, da University of Leeds, e Eamonn Mallon, da University of Leicester, que não participaram do estudo, validaram a robustez da pesquisa, destacando sua importância para a saúde pública e a necessidade de investimento em artes e cultura. Contudo, Mallon ressalta que a pesquisa atual é um retrato pontual e que futuras investigações são necessárias para confirmar a causalidade direta.