O macarrão tradicional pode fazer parte de uma dieta equilibrada
O espaguete, um dos pratos mais populares mundialmente, frequentemente gera dúvidas sobre seu impacto na saúde. No entanto, especialistas afirmam que o macarrão tradicional, feito de trigo, não precisa ser visto como um vilão. Ele é uma importante fonte de carboidratos, fornecendo energia para o corpo. Quando combinado com proteínas magras e molhos mais leves, contribui para a saciedade e pode integrar uma dieta equilibrada, inclusive para quem busca emagrecer.
“O macarrão tradicional pode fazer parte de uma alimentação saudável, mesmo em dietas para emagrecimento. O que vai determinar o impacto dele na saúde e no peso é a quantidade consumida, a frequência e, principalmente, os acompanhamentos. O que deve ser evitado são os excessos e os molhos muito calóricos, como os à base de creme de leite ou com muita gordura”, explica Bruna Manes, médica pós-graduada em endocrinologia e nutrologia.
Alternativas à massa tradicional ganham espaço
Para aqueles que buscam variações ou opções menos calóricas, ou ainda lidam com intolerância ao trigo, as alternativas à massa tradicional vêm ganhando destaque. Legumes como abobrinha, cenoura e pupunha podem ser transformados em fios que imitam o espaguete, servindo como base para molhos. Essas versões, além de mais leves, aumentam o consumo de fibras e reduzem a quantidade de carboidratos refinados.
Giovanna Baleeiro, nutricionista funcional integrativa, ressalta os benefícios dessas substituições: “Essas substituições fazem sentido quando o objetivo é reduzir inflamação, melhorar digestibilidade, favorecer o emagrecimento, controlar resistência insulínica, além de evitar os efeitos nocivos do glúten do trigo brasileiro, que é um dos piores para a saúde intestinal e imunológica”.
Massas de leguminosas: nutritivas e com mais proteína
Outra opção que tem se popularizado são as massas feitas a partir de leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e feijão. Elas se destacam por concentrar mais proteínas e fibras em comparação com a massa comum, sendo ideais para quem busca maior saciedade ou restringe o consumo de trigo.
Contudo, é importante complementar esses pratos com fontes de proteína, como frango ou carne. Felipe Fedrizzi Donatto, nutricionista esportivo, alerta: “O problema é que, por terem pouca proteína e quase nada de energia, se forem usadas como substituto único da massa, acabam deixando a refeição com um menor efeito de saciedade e menos nutritiva em proteínas e carboidratos. Além disso, os espaguetes de legumes têm um menor efeito de saciedade e a sensação de fome pode aparecer mais rápido”.
O conjunto da refeição é o segredo para um prato saudável
Independentemente do tipo de massa escolhida, os especialistas concordam que o mais importante é pensar no prato como um todo. A massa deve ser apenas um componente da refeição, e não o prato principal. A atenção deve se voltar também para os acompanhamentos.
“Um macarrão de vegetais ou de leguminosas perde seus benefícios se estiver acompanhado de molhos ultracalóricos, com excesso de gordura, embutidos ou creme de leite. Da mesma forma, um macarrão tradicional pode se tornar uma refeição equilibrada se vier acompanhado de molho de tomate caseiro, legumes e proteínas magras. Portanto, é o conjunto do prato que vai determinar se a refeição é saudável ou não”, conclui Bruna Manes.