Em um cenário político que parece ter trocado valores por conveniências, encontrar um parlamentar que se emociona ao lembrar do avô é, hoje, quase um ato de resistência.
O deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ) esteve em Cabo Frio, onde se reuniu com o prefeito Dr. Serginho para anunciar uma emenda de R$ 1,5 milhão destinada à reforma da Praça do Cajueiro mais uma entrega concreta de um parlamentar conhecido por transformar mandato em obra, em resultado palpável para o povo.
Mas foi fora do gabinete que Júlio Lopes mostrou o que realmente o diferencia.
Em entrevista à jornalista Renata Cristiane, quando a conversa escorregou para o terreno da família, o deputado homem de trânsito nacional e internacional, presidente de frentes parlamentares, convidado para palestrar em Paris e Nova York simplesmente parou.
A voz embargou. Os olhos marejaram.
O motivo? O avô.
Um homem simples que adotou uma criança abandonada pela própria família a mãe de Júlio e que plantou nela, e nele, raízes que nenhum cargo, nenhum holofote e nenhuma disputa política jamais arrancou.
“Ele foi o homem que eu mais gostei da minha vida”, disse o deputado, sem cerimônia, sem calcular o que aquelas palavras fariam com sua imagem. E foi exatamente essa naturalidade que comoveu.
Renata Cristiane, que já havia presenciado a mesma cena em outra entrevista, resumiu com precisão: “Por trás desse homem, naquele terno, cheio de combates dentro da Câmara Federal, tem um ser humano, tem uma saudade, tem uma gratidão.”
Num Brasil onde a política virou palco de frieza, de cinismo e de oportunismo, ver um deputado chorar de saudade do avô não é fraqueza é prova de que ainda existem homens que chegaram ao poder sem deixar a alma para trás.
E é exatamente isso que faz de Júlio Lopes um parlamentar diferenciado. Não só pelas emendas, não só pelos projetos, não só pelo histórico como Secretário de Transportes ou pelas frentes que preside em Brasília mas pela raridade de ser, em pleno 2025, um político que ainda guarda valores.
O Brasil já teve parlamentares que entraram para a história não pelo que acumularam, mas pelo que representaram. Júlio Lopes parece saber disso. E, mais importante: parece se importar.