Aoun se dirige a Qassem em entrevista à CNN
Em uma declaração contundente à CNN, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, dirigiu-se diretamente a Naim Qassem, líder do Hezbollah, afirmando que o grupo não representa o povo libanês. A fala surge após Qassem ter criticado as negociações entre Líbano e Israel, classificando-as como “rendição” e alegando que a trégua foi rejeitada por “amplos segmentos do povo libanês”.
Apelo por fim à guerra e consequências devastadoras
Aoun revelou ter conversado com libaneses de diversas confissões religiosas, incluindo xiitas, que expressaram estar “fartos” do conflito promovido pelo Hezbollah contra Israel. “Eles merecem não ver suas casas destruídas a cada cinco ou dez anos”, pontuou o presidente, enfatizando que a população espera dele uma solução para deter a guerra. O presidente mostrou fotos de civis libaneses mortos em ataques israelenses, reforçando que essas vítimas são libanesas, e não pertencem ao grupo de Qassem.
Desafios na desmobilização do Hezbollah
O Líbano já havia prometido enfrentar a difícil tarefa de desarmar o Hezbollah, buscando diminuir a influência do grupo no país e conter o avanço militar de Israel. No entanto, até o momento, nem o presidente Aoun nem as Forças Armadas libanesas obtiveram sucesso em desmobilizar a organização, que conta com apoio e treinamento do Irã desde sua formação na década de 1980. Originalmente criado para combater a presença israelense no sul do Líbano, o Hezbollah se consolidou como um poderoso ator político e militar dentro do país.