Estreito de Ormuz Fechado “Até Segunda Ordem” Após Ataques Americanos, Irã Afirma Controle do Tráfego Marítimo

Irã Anuncia Bloqueio do Estreito de Ormuz

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), recém-criada para gerenciar o trânsito marítimo, informou nesta quinta-feira (11) que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado “até segunda ordem”. A decisão, segundo a PGSA, é uma resposta direta às tensões geradas pelos “ataques agressivos” das forças americanas na região e ao anúncio feito pelas Forças Armadas iranianas na noite anterior. Aqueles que já possuíam autorização de trânsito foram instruídos a aguardar novas diretrizes.

Contestação Americana e Negociações Paralelas

O Comando Central dos EUA contestou a alegação iraniana, afirmando que navios comerciais continuam a transitar livremente pelo estreito. No entanto, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã negou essa versão, reiterando que o estreito estaria fechado a todas as embarcações. Anteriormente, Teerã já havia comunicado que a hidrovia estava aberta, mas sob coordenação com as autoridades iranianas, um acordo que Washington alertou os operadores de navios a não seguirem.

Impacto na Navegação e Cenário de Tensão

A vital hidrovia, por onde transita uma parcela significativa do tráfego marítimo global, já opera com cerca de 15% de sua capacidade pré-guerra, conforme estimativas do JPMorgan. A situação se agrava em meio a trocas de ataques aéreos entre EUA e Irã. O presidente Donald Trump ameaçou com mais ações caso Teerã não aceite um acordo de paz, enquanto fontes iranianas indicam uma intensificação nas negociações para um acordo preliminar.

Avanços Diplomáticos e Ataques em Bases Aliadas

Fontes iranianas e um funcionário europeu relataram que EUA e Irã estão trocando mensagens sobre os detalhes de um memorando, após um entendimento político ter sido alcançado. Questões como a liberação de fundos iranianos congelados ainda estão em discussão. Paralelamente, bases americanas na Jordânia e no Kuwait foram alvo de alertas e possíveis engajamentos com “objetos hostis”, segundo a mídia estatal, com a IRGC reivindicando a destruição de instalações e aeronaves na base jordaniana de Al-Azraq.