Ação Policial Desarticula Rede Criminosa
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira (11) mais uma fase da Operação Torniquete, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em roubo de veículos, desmanche e comercialização de peças automotivas de origem ilícita. A operação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Nova Iguaçu.
Investigação Revela Estrutura Criminosa e Movimentação Milionária
As investigações, que se estenderam por mais de um ano, identificaram uma estrutura criminosa altamente organizada que teria movimentado mais de R$ 10 milhões. O grupo atuava de forma segmentada em três núcleos principais: roubadores, responsáveis pela subtração dos veículos com violência; desmanchadores, encarregados de desmontar os carros e transportar as peças; e receptadores, que financiavam o esquema através da compra e revenda dos componentes.
Modus Operandi e Apreensões Significativas
Veículos roubados eram levados para áreas controladas por criminosos, onde eram desmontados. As peças eram, então, transportadas e revendidas a empresários do ramo de ferros-velhos, que as comercializavam para o consumidor final. Durante as investigações, um carro e um jet ski avaliados em mais de R$ 200 mil foram apreendidos com um dos investigados. Cinco integrantes da organização já foram presos, incluindo o apontado como principal responsável pelo corte de veículos para a facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro).
Foco na Estrutura Financeira e Combate ao Financiamento do Crime
Esta etapa da operação visa aprofundar as investigações sobre a estrutura financeira e operacional da quadrilha, buscando novas provas e identificando outros envolvidos. A Polícia Civil busca ampliar o mapeamento da rede de receptação e responsabilizar todos os participantes. A Operação Torniquete, desde setembro de 2024, já resultou em mais de 1.050 prisões e na recuperação de cargas e veículos avaliados em mais de R$ 56 milhões, contribuindo significativamente para o combate ao financiamento de facções criminosas.