IGP-10 reverte alta e registra queda expressiva
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-10) apresentou uma queda de 0,30% em junho, contrastando com a alta de 0,89% registrada em maio. A divulgação foi feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (16). O resultado ficou aquém das expectativas do mercado financeiro, que projetavam uma variação entre uma queda de 0,35% e uma alta de 0,92%, com uma mediana estimada em 0,54% de aumento.
Acumulado do ano e dos últimos 12 meses
Apesar da queda em junho, o IGP-10 acumula uma alta de 3,16% no ano e de 2,15% nos últimos 12 meses. A deflação em junho foi impulsionada principalmente pela desaceleração nos preços ao produtor.
Desempenho dos componentes do IGP-10
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), um dos principais componentes do IGP-10, recuou 0,71% em junho, após uma elevação de 0,95% em maio. Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que reflete a inflação ao consumidor, apresentou uma leve desaceleração, subindo 0,56% em junho, ante 0,68% em maio. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) mostrou uma leve aceleração, avançando 0,92% em junho, comparado a 0,86% no mês anterior. O período de coleta de preços para o índice de junho abrangeu de 11 de maio a 10 de junho.
Impacto no aluguel e perspectivas
A queda de 0,30% no IGP-10 em junho é um indicativo positivo para a inflação do aluguel, que é um dos componentes monitorados pelo índice. A expectativa é que essa deflação possa se refletir em reajustes menores nos contratos de locação nos próximos meses, trazendo um alívio para o bolso dos consumidores. No entanto, a análise completa do impacto dependerá da evolução dos outros índices e da dinâmica do mercado imobiliário.