Operação Replay: Quem são os 15 alvos do núcleo financeiro do Comando Vermelho em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Replay, uma ofensiva coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) com o objetivo de desmantelar o núcleo financeiro do Comando Vermelho. Com desdobramentos em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, a ação mira 15 pessoas suspeitas de gerir a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio da facção.

A lista dos investigados

Entre os alvos da operação estão figuras centrais da estrutura criminosa. A lista inclui Paulo Witer Farias Paelo (o “W.T.”), apontado como tesoureiro da organização, e Emerson Ferreira Lima (“Gordão”). Também figuram nas investigações: Alex Júnior Santos de Alencar, Wellen de Amorim Gomes, Aldemir de Assis Campos, Giselly Breier Streck, Katani Adorno Bocardi, Thawany Nunes Silva de Bulhões, Dayane Karol Moreira da Silva, Jhonatan Alves Ventura, Brunno Passos da Silva, Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira Lima e Fernando Wagner Moraes Amorim.

O papel de cada integrante

A investigação revelou que, mesmo preso, “W.T.” mantinha o comando das operações por meio de celulares dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE). O esquema contava com funções estratégicas: a advogada Dayane Karol era responsável por regularizar documentos de imóveis em nome de terceiros, enquanto os jogadores de futebol amador Alex Júnior (“Soldado”) e Brunno Passos (“Brunninho”) atuavam como operadores diretos das ordens do tesoureiro.

Prisão estratégica no aeroporto

Um dos momentos cruciais da operação foi a prisão de Katani Adorno Bocardi, esposa de “Gordão”. Ela foi detida na madrugada de sexta-feira (31), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após desembarcar de uma viagem a Paris. Segundo as autoridades, ela exercia uma função estratégica na movimentação financeira do grupo.

Bloqueio de R$ 38 milhões

O impacto financeiro da operação é significativo. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em imóveis de luxo e veículos, além de R$ 18 milhões em ativos financeiros, totalizando aproximadamente R$ 38 milhões em patrimônio indisponibilizado. A Operação Replay é um desdobramento de investigações anteriores, como a “Apito Final” e “Fair Play”, visando impedir que a facção continue a lavar dinheiro e manter sua estrutura operacional ativa.