Denúncia de violência obstétrica
Uma família de Sorocaba, no interior de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência contra a Santa Casa de Misericórdia após o parto traumático do pequeno Théo Henrique da Silva. Segundo os pais, o bebê sofreu asfixia grave após uma série de manobras que, segundo a denúncia, teriam forçado um parto normal mesmo diante da exaustão da mãe e de pedidos recorrentes por uma cesariana.
Relatos de complicações no parto
O pai, Sidnei Gonçalves da Silva, descreveu momentos de tensão, relatando que a esposa foi submetida a posições exaustivas e que o bebê teria sido puxado de forma brusca. De acordo com o relato policial, a criança nasceu sem sinais vitais, apresentando-se roxa e flácida, sendo necessária reanimação imediata e intubação na sala de parto. O prontuário médico confirma que o recém-nascido sofreu asfixia ao nascer, com presença de mecônio no líquido amniótico, indicando sofrimento fetal.
Sequelas e estado de saúde
Atualmente, Théo permanece internado na UTI Neonatal. O diagnóstico aponta uma lesão cerebral severa decorrente da falta de oxigenação. Para tentar minimizar os danos neurológicos, a equipe médica submeteu o bebê a um protocolo de hipotermia terapêutica e sedação profunda devido a crises convulsivas. A família questiona a postura da equipe e a falta de clareza sobre os procedimentos adotados.
Posicionamento do hospital e casos recorrentes
Em nota oficial, a Santa Casa de Sorocaba afirmou que todas as condutas seguiram a literatura médica e os protocolos institucionais, negando negligência. O hospital ressaltou que não houve erro assistencial e que o prontuário está à disposição. O caso, no entanto, não é isolado: outra família relatou situação semelhante envolvendo o bebê Matteo Ravi, que também nasceu com asfixia grave na mesma unidade hospitalar após sucessivas idas e vindas ao pronto-socorro. A Polícia Civil de Sorocaba investiga ambos os casos para determinar se houve falha na prestação do serviço médico.