Falso médico é preso após realizar exames admissionais em candidatos da rede municipal de ensino de Arraial do Cabo

A prisão em flagrante

Diogo dos Santos Serpa foi preso em flagrante na última quinta-feira (6), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O homem, que não possui formação nem habilitação para a medicina, foi detido enquanto realizava um atendimento domiciliar a uma criança de 10 anos que luta contra um tumor cerebral. Segundo a Polícia Civil, o suspeito utilizava carimbos, receituários e o registro profissional de médicos reais para enganar pacientes e instituições.

Irregularidades na rede municipal

A investigação revelou que, além dos atendimentos particulares, Diogo atuou na realização de exames admissionais de profissionais contratados pelo Instituto Rede de Apoio Social para a Secretaria Municipal de Educação de Arraial do Cabo. Candidatos aprovados em processos seletivos relataram ter passado por avaliações conduzidas pelo falso médico. Uma das trabalhadoras confirmou que o procedimento foi realizado por ele e agora teme pela validade de seu contrato, questionando a falta de rigor na checagem de documentos da empresa terceirizada.

Denúncias de falta de transparência

Além da presença do falso profissional, o processo seletivo do Instituto Rede de Apoio Social tem sido alvo de críticas por parte dos candidatos. Entre as queixas, destacam-se a ausência de listas detalhadas com pontuações, a falta de justificativas para os critérios de seleção e dificuldades de acesso a informações oficiais. A suspeita sobre a credibilidade da equipe médica é reforçada pelo fato de que outros profissionais que atuavam no mesmo local também estão sob investigação.

O que dizem as autoridades

A Polícia Civil informou que Diogo dos Santos Serpa já possui histórico criminal por falsidade ideológica, furtos e peculato. As prescrições feitas por ele, especialmente em casos graves como o da criança atendida, colocaram vidas em risco. Até o momento, o Instituto Rede de Apoio Social e a Prefeitura de Arraial do Cabo não se pronunciaram sobre como pretendem lidar com a situação dos trabalhadores que foram examinados pelo suspeito ou se haverá a necessidade de novos exames admissionais para garantir a legalidade das contratações.