Buscas chegam ao limite
O número de mortos após o forte terremoto que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10) subiu para 273. Sob um calor superior a 30ºC em Cali, bombeiros completaram o quarto dia de trabalho intenso sobre os escombros. Para as equipes de resgate, a missão tornou-se uma corrida contra o tempo e contra a dor, ao terem que comunicar o desfecho trágico às famílias que ainda aguardavam por um milagre.
A angústia de quem espera
A situação é desoladora para quem ainda mantém a esperança. Santiago, que trabalhou voluntariamente nas buscas, viveu a angústia de procurar pela namorada entre os destroços de um prédio que desabou. Após mais de 80 horas de incerteza, a confirmação da morte da jovem encerrou o ciclo de buscas no local, um cenário que tem se repetido em quase toda a região afetada.
Cenário de destruição e riscos
O repórter Tiago Eltz descreve um cenário crítico em Cali, onde quarteirões inteiros estão comprometidos. Prédios foram deformados pelos tremores secundários — que já somam mais de 100 — e muitos correm o risco de desabar a qualquer momento, exigindo que as autoridades imponham o uso de capacetes para transitar pelas ruas. A estrutura das construções foi tão afetada que garagens e andares inteiros foram comprimidos.
O relato de quem sobreviveu
Pilar, uma das sobreviventes, compartilhou o momento de pânico quando o prédio onde morava começou a ceder. ‘Eu me agarrei na coluna e juro que pensei: esse é meu último momento’, relatou. Ela conseguiu escapar por uma janela após a destruição das paredes internas. Embora grata por estar viva, ela expressa a dor profunda de perder o lar e tudo o que construiu, refletindo o trauma coletivo de uma população que ainda tenta processar a magnitude da tragédia.