O mercado automotivo brasileiro vive uma transformação acelerada com a chegada de novos players asiáticos. Impulsionadas por um salto de 105,4% nas importações de veículos chineses nos primeiros sete meses de 2026, quatro marcas — BAIC, iCAUR, DFM e IM — oficializaram suas estratégias para conquistar o consumidor brasileiro com promessas de tecnologia, preços competitivos e produção nacional.
BAIC: aposta em volume e produção local
A BAIC chega com um plano ambicioso: lançar 10 modelos até 2028, incluindo picapes e SUVs. A marca dividirá sua operação em três frentes: BAIC (híbridos), Arcfox (crossovers) e Stelato (luxo). Com foco em transição energética, a fabricante já trabalha na adaptação de seus motores para o uso de etanol. Além de uma rede de 150 pontos de venda planejada até 2027, a empresa confirmou a instalação de uma fábrica própria no país, visando figurar entre as 10 marcas mais vendidas do Brasil em poucos anos.
iCAUR e a ofensiva de estilo da Chery
Divisão do grupo Chery, a iCAUR estreou com o SUV V27, que chama atenção pelo design robusto de linhas retas. O modelo, previsto para 2027, traz um sistema de autonomia estendida (REEV) capaz de entregar 455 cv de potência. A iCAUR faz parte de um ecossistema maior do grupo Chery no Brasil, que planeja introduzir futuramente marcas como Lepas, Exeed e Luxeed para cobrir diversos segmentos de mercado.
DFM: garantia estendida e foco em elétricos
A DFM (DongFeng) aposta na confiança do consumidor ao oferecer garantia de sete anos ou 300 mil quilômetros para seus veículos, chegando a 10 anos para baterias e motores elétricos. Com estreia marcada para novembro, a marca trará inicialmente o hatch Box e o SUV Vigo. A montadora já planeja a nacionalização de sua produção entre 2027 e 2028, priorizando modelos híbridos plug-in para o mercado local.
IM: a potência do luxo elétrico
Representando o segmento premium, a IM — marca controlada pela SAIC — traz ao Brasil o SUV elétrico IM6. O modelo impressiona pelos números: a versão Performance entrega 767 cv e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos. Com um interior altamente tecnológico, composto por telas integradas e sistemas avançados de assistência à condução, a marca quer provar que o “DNA chinês” pode competir diretamente com os esportivos de luxo mais tradicionais do mercado global.