‘Achei que ia morrer’: Enfermeira é brutalmente agredida por mãe de paciente durante atendimento de urgência em SP

Um caso de violência extrema contra uma profissional de saúde no exercício de sua função gerou indignação em Cristais Paulista, no interior de São Paulo. A enfermeira Laysa Junelly de Melo, de 28 anos, foi agredida violentamente pela mãe de um paciente durante um atendimento de urgência realizado na noite do último domingo (23).

O relato de terror: agressões e medo

Segundo Laysa, o atendimento, que deveria ser de rotina, transformou-se em uma cena de horror. A profissional relatou ter sido segurada pelos cabelos e puxada para baixo, sofrendo tapas na cabeça, uma mordida na nuca, chutes nas pernas e joelhadas no rosto e abdômen. “Na hora, eu achei que ia morrer. Se ela não me soltasse ou continuasse, uma hora ou outra eu iria desmaiar”, desabafou a enfermeira, que afirmou ter permanecido em estado de choque após o ocorrido.

A origem do conflito

O caso teve início quando a equipe de saúde foi acionada para socorrer uma pessoa que estaria sangrando. Ao chegarem ao local, os profissionais encontraram uma cena inesperada: a mãe estava agredindo o próprio filho, um jovem. Ao tentar intervir para prestar o atendimento médico necessário, a enfermeira tornou-se o alvo da fúria da mulher, sendo atacada verbal e fisicamente.

Apoio institucional e medidas legais

A Secretaria Municipal de Saúde de Cristais Paulista informou que este é o primeiro episódio de agressão física contra integrantes da equipe municipal. Em resposta, a prefeitura disponibilizou suporte psicológico e jurídico para Laysa. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) também foi acionado e enviou uma equipe ao local para reforçar as medidas de segurança e incentivar a denúncia de casos similares.

Justiça e o futuro da profissão

Apesar do trauma, Laysa decidiu seguir com o processo judicial contra a agressora. A enfermeira ressalta que a medida é necessária para garantir a segurança de outros colegas de profissão e exigir respeito aos trabalhadores da saúde. A Polícia Civil registrou o caso e deve ouvir a agressora, que ainda não apresentou advogado de defesa, nos próximos dias. A profissional, amparada por mensagens de apoio, pretende retornar às suas atividades laborais em breve.