Sequestro de idoso em Itanhaém antes de execução em ‘tribunal do crime’

Entenda o caso

A Polícia Civil de Itanhaém, no litoral de São Paulo, avançou nas investigações sobre o desaparecimento e morte de um homem de 63 anos, conhecido como ‘Zezinho’. Imagens de segurança obtidas pelas autoridades mostram o momento exato em que a vítima foi perseguida, agredida e forçada a entrar em um veículo enquanto pedalava uma bicicleta no bairro Jardim Oásis, no último dia 18 de fevereiro.

Prisão e motivação do crime

Murilo da Silva de Oliveira, apontado como um dos envolvidos no sequestro e homicídio, foi preso temporariamente na última sexta-feira (28). Segundo as investigações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o crime foi motivado por uma acusação de assédio sexual envolvendo duas crianças vizinhas da vítima. A polícia ressalta que, embora a alegação tenha sido o estopim para o ‘tribunal do crime’, a veracidade das acusações contra o idoso ainda é objeto de apuração.

Dinâmica da violência

O inquérito detalha que Zezinho foi levado para uma área rural no bairro Mambu após o sequestro. O veículo utilizado pelos criminosos foi posteriormente localizado pela polícia, já incendiado. Antes do sequestro, o clima de tensão na região já era evidente: a casa da vítima havia sido invadida, saqueada e destruída por moradores após o desentendimento com a mãe de uma das crianças.

Próximos passos da investigação

Ao todo, cinco pessoas foram identificadas por envolvimento direto ou planejamento do crime. Além de Murilo, que permanece detido na Cadeia Pública de Peruíbe, a polícia busca localizar Orlando Tavares, que possui mandado de prisão expedido e é considerado foragido, e um terceiro suspeito conhecido como ‘Bahia’. As autoridades seguem trabalhando para encontrar o corpo da vítima e esclarecer a participação individual de cada um dos envolvidos no caso.