Caso Nathalia Garnica: Irmã acusa mãe de envenenamento por dinheiro em audiência no interior de SP

Depoimento contundente na Justiça

Durante a audiência de instrução realizada nesta semana em Pontal (SP), Viviane Garnica, filha mais velha de Elizabete Arrabaça, afirmou categoricamente acreditar que a mãe foi responsável pela morte de sua irmã, a médica veterinária Nathalia Garnica, de 42 anos. O crime ocorreu em fevereiro de 2025.

Questionada pelo juiz sobre a motivação, Viviane apontou que, embora o interesse financeiro fosse um fator relevante, o crime também teria sido motivado por um acúmulo de ressentimentos e mágoas familiares. A ré, por sua vez, jurou inocência e alegou que a filha mais velha está mentindo para prejudicá-la.

A denúncia de movimentações financeiras

O ex-marido de Elizabete, Antonio Luiz Garnica, também prestou depoimento. Ele reforçou a tese de que a ex-companheira priorizava interesses financeiros. Segundo ele, logo após a morte de Nathalia, Elizabete teria acessado a conta bancária da vítima e esvaziado os recursos existentes.

Além da questão financeira, Antonio questionou a conduta da acusada no momento em que a filha passou mal. Ele destacou que, apesar de haver dezenas de pessoas em um bar a poucos metros da residência, Elizabete não buscou socorro imediato para a filha.

A defesa da acusada

Elizabete Arrabaça negou veementemente qualquer participação no óbito. Em um momento de forte apelo emocional na audiência, ela jurou por elementos religiosos sua inocência e classificou as declarações da filha como distorções da realidade. A acusada afirmou que Nathalia era a única pessoa que a tratava bem e se disse entristecida com as acusações.

Investigação ligada a outro crime

A morte de Nathalia Garnica, inicialmente registrada como natural, passou a ser tratada como homicídio após o desenrolar das investigações sobre o falecimento de Larissa Rodrigues, nora de Elizabete. Um laudo toxicológico confirmou que ambas foram vítimas de envenenamento por chumbinho.

Elizabete e seu filho, irmão de Nathalia, foram presos em maio. A similaridade nos casos e o fato de Elizabete ter sido a última pessoa a estar com as duas vítimas foram cruciais para o avanço do inquérito policial e a exumação do corpo de Nathalia, que comprovou a presença da substância tóxica.