Investigação aponta vulnerabilidade da vítima
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, teve a prisão temporária decretada pela Polícia Civil de Praia Grande, no litoral de São Paulo. A investigação, conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), apura denúncias de estupro de vulnerável. Segundo a delegada Lyvia Cristina Bonella, a vítima, uma jovem de 19 anos, fazia parte de um grupo de apoio a dependentes de álcool mantido pela paróquia, o que facilitou a proximidade com o religioso.
Dinâmica do crime e oferta de bebidas
De acordo com o depoimento da jovem e de seu namorado, que também atuava como coroinha, o padre insistia para que o casal consumisse bebidas alcoólicas em sua residência, mesmo após a vítima relatar seus problemas com o álcool. A delegada destacou que a condição de vulnerabilidade da moça foi um fator determinante para o pedido de prisão. Além dos relatos, a polícia coletou áudios que reforçam as acusações de que o religioso teria aproveitado o estado de sonolência do namorado para cometer os abusos.
Histórico criminal anterior
Esta não é a primeira vez que o nome do padre Jucelino aparece em investigações criminais. Em 2009, ele foi condenado pela Justiça de Franca, no interior paulista, a 12 anos de prisão por estupro e atentado violento ao pudor contra uma criança de 10 anos, ocorrido em 2006. Na ocasião, ele chegou a cumprir parte da pena e respondeu ao processo em liberdade após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A delegada responsável pelo caso atual ressaltou que a investigação em Praia Grande foca em fatos novos e distintos do passado.
Afastamento e posicionamento da defesa
Em nota, a Diocese de Santos informou que o padre foi afastado preventivamente de todas as suas funções, incluindo a celebração de missas e a administração de sacramentos, enquanto as investigações prosseguem. A defesa do investigado afirmou, por meio de nota oficial, que a prisão tem natureza cautelar e que o padre está colaborando com as autoridades. Os advogados reforçaram a presunção de inocência e pediram cautela na divulgação de informações até que o processo seja esclarecido.