Julio Lopes: do Bilhete Único à promessa do transporte gratuito como direito constitucional

Há mais de 15 anos, Julio Lopes idealizou e implantou, à frente da Secretaria de Estado de Transportes do Rio, o Bilhete Único sistema que hoje integra mais de 20 municípios da região metropolitana e é considerado a maior integração modal do país.

O deputado anuncia o passo seguinte: transformar o transporte público em direito constitucional, “como é a saúde e como é a educação”, citando que 158 cidades brasileiras já oferecem transporte gratuito.

“Quero fazer com você e para você o transporte universalmente gratuito do Brasil”, diz, pedindo o voto do eleitor.

Mobilidade não é pauta nova para ele.

À frente da Setrans (2007 e 2011-2014), Lopes também elaborou um programa de bicicletários integrados a terminais de ônibus, trem, metrô e barcas incluindo a estação Cantagalo, em Ipanema , citando Paris, Londres e Amsterdã como referência. Em 2010, já havia assinado o livro Bicicleta: a cara do Rio.

Não localizamos, porém, um projeto específico de ciclovia de sua autoria com esse nome a apuração confirma o programa de bicicletários e a obra citada, não uma lei cicloviária própria.

Outros marcos da carreira, confirmados na apuração: relator da Lei 11.445/2007 (Marco do Saneamento); autor da lei que criou a Identificação Civil Nacional (base do DNI); autor da Lei 13.775/2018 (duplicata eletrônica); presidiu duas vezes a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara (2005 e 2015); apresentou o PL 558/2025 e o PL 2.646/2025 (pacote anticrime); acionou o TCU pelo CPF como identificador único; citado pelo DIAP como um dos parlamentares mais influentes do país por 16 anos consecutivos.

Sobre a gratuidade universal: propostas semelhantes tramitam no Congresso, como a PEC 25/2023, de Luiza Erundina (Psol-SP) mas não há registro de PEC própria de Lopes sobre o tema, o que indica se tratar de compromisso de campanha, ainda não formalizado.