Cenário de abandono e deterioração
O Terminal Rodoviário Alexis Novellino, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, tornou-se alvo de constantes reclamações. Quem circula pelo local diariamente encontra um ambiente marcado por pichações, áreas deterioradas e uma clara falta de conservação, elementos que passam uma imagem de abandono para moradores e turistas que utilizam o espaço como porta de entrada da cidade.
A voz de quem trabalha no local
Para quem convive com a rodoviária diariamente, a situação é preocupante. O taxista Geraldo Magela, que atua no terminal há 28 anos, destaca que a falta de suporte básico e a precariedade dos banheiros frustram os passageiros, que pagam tarifas de embarque esperando um serviço de qualidade. Além da estrutura física, a insegurança é um ponto crítico: Geraldo relata a ocorrência frequente de furtos, o que gera um clima de medo entre trabalhadores e viajantes.
Impasse entre Prefeitura e Estado
A responsabilidade pela manutenção do terminal é alvo de um impasse institucional. A Prefeitura de Cabo Frio afirmou, em nota, que a gestão da estrutura, limpeza e serviços internos é de competência do governo estadual, limitando sua atuação ao patrulhamento da área externa pela Guarda Civil Municipal.
O que diz a Coderte
A Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado do Rio de Janeiro (Coderte) garante que a limpeza é feita diariamente e que os banheiros estão em funcionamento até as 22h. Sobre as críticas, o órgão justificou que manutenções recentes causaram fechamentos pontuais e informou que estuda, junto às forças de segurança, um reforço no policiamento local. Em relação às pessoas em situação de rua, a companhia afirma trabalhar em parceria com órgãos de assistência social para realizar o devido encaminhamento.