Desaprovação de Lula atinge patamar inédito em reta final de campanha e acende alerta para reeleição

Cenário adverso para a busca pela reeleição

A mais recente rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), trouxe um dado preocupante para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: pela segunda semana consecutiva, a desaprovação ao governo estacionou em 50%, enquanto a aprovação é de 43%. O cenário é inédito para um incumbente que tenta a reeleição, já que o presidente não tem conseguido reverter a avaliação negativa durante o período oficial de campanha.

Impacto das denúncias de corrupção

Segundo a análise da Quaest, o aumento da rejeição está diretamente ligado ao crescimento da percepção pública sobre a corrupção, que saltou de 14% para 22% em apenas duas semanas. O governo enfrenta turbulências provocadas pela crise do Banco Master, que atingiu figuras próximas ao Planalto e ao Judiciário, além de suspeitas envolvendo o filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, em fraudes contra aposentados do INSS.

O peso da crise no Banco Master

A crise financeira que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro trouxe desgastes políticos significativos. A Polícia Federal investiga diálogos entre o empresário e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, além de suposta articulação de interesses no Congresso pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). O impacto dessas investigações tem sido um dos principais motores do desgaste na imagem da gestão petista perante o eleitorado.

Defesa e perspectivas eleitorais

Diante das acusações, o presidente Lula tem adotado a postura de defender a investigação rigorosa de todos os envolvidos, inclusive de seus familiares. Enquanto a equipe de campanha tenta retomar a agenda positiva, a Quaest destaca que o tempo para mudar a percepção do eleitor é cada vez mais curto, faltando menos de um mês para o primeiro turno das eleições de outubro. A margem de erro da pesquisa, realizada entre 10 e 13 de setembro, é de 2 pontos percentuais.