Júlio Lopes convoca pacto contra o crime após ataque a ônibus escolares: “Não pode acontecer de novo”
Deputado classificou como “cobardia total” o episódio em que criminosos usaram ônibus com cerca de 120 alunos como barricada na Linha Vermelha
Quando Eliot Ness enfrentou o império de Al Capone, em Chicago, o país aprendeu que o crime organizado só avança onde o Estado hesita. É com esse espírito de enfrentamento que o deputado federal Júlio Lopes responde ao episódio que chocou o Rio de Janeiro.
Na segunda-feira (28), criminosos armados interceptaram dois ônibus que levavam cerca de 120 crianças do 6º ano de uma escola particular da Barra da Tijuca, na Linha Vermelha.
Os veículos eram da Escola Eleva e seguiam para uma excursão em Vassouras. Os criminosos quebraram os para-brisas com pedras, obrigaram os motoristas a atravessar os ônibus na pista e levaram as chaves.
Segundo a Polícia Militar, a ação foi uma represália a uma operação no Complexo da Maré. Nenhum aluno ficou ferido, e as crianças seguiram viagem em outros ônibus.
“Cobardia total”, resumiu Lopes. Para o deputado, expor crianças a uma situação dessas é “um atentado contra o futuro dessas crianças” e deixa um trauma com consequências. “Não pode acontecer de novo”, afirmou.
O pacto. A resposta que ele propõe é coletiva. “Temos de fazer um pacto, nós todos cidadãos do Rio de Janeiro e eu como parlamentar”, disse. Como educador, empresário, professor e parlamentar, Lopes prometeu colocar a própria vida nesse propósito.
A ferramenta do parlamentar.
No Congresso, esse enfrentamento passa pela lei. Em seu quinto mandato, o deputado intensificou a partir de 2025 a atuação em segurança pública, com foco em tecnologia, e é autor de propostas como o PL 558/2025, sobre penas para armas no crime organizado, e o PL 2.646/2025, o pacote anticrime.
O recado. Ness virou lenda porque sua equipe se recusou a aceitar que o crime mandasse na cidade. O Rio vive hoje a mesma encruzilhada: ou o crime segue ditando o ritmo, ou a sociedade e o poder público se unem. Para Júlio Lopes, a linha foi cruzada quando crianças viraram escudo. E, segundo ele, não pode haver uma próxima vez.