Cenário crítico na região do Lago do Canaçari
Um incêndio de grandes proporções atinge a zona rural de Itacoatiara, no interior do Amazonas, há 11 dias. Identificado inicialmente em 19 de setembro pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o fogo continua ativo e já consumiu 832,54 hectares de vegetação, uma área superior a 1,1 mil campos de futebol.
Dificuldades no combate ao fogo
O trabalho das equipes de socorro enfrenta desafios severos devido à geografia local. A área atingida é composta por vegetação de várzea, que se torna um combustível inflamável após a descida do nível da água. O terreno, marcado por lama e mata densa, dificulta o deslocamento dos militares. Atualmente, o Corpo de Bombeiros do Amazonas e a Força Nacional atuam em conjunto, tendo identificado cerca de 30 focos de calor na região.
Reforço na operação noturna
Para conter o avanço das chamas, a estratégia de combate foi intensificada. Após um turno diurno com seis combatentes, um reforço de dez militares chegou ao local para garantir que os trabalhos sigam ininterruptamente durante a madrugada. Segundo o capitão Charles Rodrigues, comandante da 1ª Companhia de Bombeiros, o objetivo é extinguir todos os pontos críticos para evitar que o fogo se aproxime de áreas residenciais.
Impactos na qualidade do ar
Além da destruição ambiental, a população de Itacoatiara sofre com as consequências diretas do incêndio. A fumaça densa está se espalhando pela região, atingindo a área urbana do município e trechos da rodovia AM-010. Embora não existam residências no foco direto do incêndio, a preocupação das autoridades permanece alta, com o monitoramento constante do avanço das chamas para proteger as comunidades próximas.