Insônia e rotina noturna: como a falta de sono afeta sua saúde e o que a ciência diz para dormir melhor

O impacto da rotina noturna na saúde

Trabalhar de madrugada, realizar plantões ou alternar turnos semanalmente são práticas que desafiam o relógio biológico humano. No podcast do Fantástico, a jornalista Renata Capucci debate com especialistas os impactos profundos que essa desregulação causa no organismo. O corpo humano, programado para seguir o ciclo circadiano, sofre quando a troca do dia pela noite se torna uma constante, afetando não apenas o humor, mas diversas funções vitais.

A epidemia silenciosa da insônia

Dados alarmantes mostram que quase um terço dos adultos nas capitais brasileiras sofrem com sintomas de insônia. O problema, que vai muito além de uma noite mal dormida, é um alerta para a saúde mental e física. O Dr. Alexandre Pinto de Azevedo, psiquiatra especializado em medicina do sono, e a psicóloga Ksdy Sousa explicam que os vilões da insônia costumam ser hábitos enraizados que podem, sim, ser revertidos com mudanças de comportamento.

O que acontece no cérebro enquanto dormimos?

A ciência já comprova que o sono não é um estado de desligamento, mas um processo ativo e fundamental. É durante o descanso que o cérebro processa memórias, limpa toxinas e regula hormônios essenciais. A falta de um sono reparador interrompe esses processos, elevando o risco de doenças crônicas e diminuindo a capacidade cognitiva. Entender essa mecânica cerebral é o primeiro passo para valorizar o descanso como um pilar da longevidade.

É possível dormir bem sem remédios?

Uma das mensagens centrais do episódio é a possibilidade de retomar o controle do sono sem a dependência imediata de fármacos. A chamada ‘higiene do sono’ e terapias comportamentais são ferramentas poderosas. Os convidados reforçam que, embora existam desafios para quem tem rotinas flexíveis ou noturnas, a adoção de estratégias adequadas pode devolver a qualidade de vida e a energia necessárias para o dia a dia.