WILLER TOMAZ CONTESTA REPORTAGEM DO JORNAL NACIONAL SOBRE SALA-COFRE EM HANGAR DE BRASÍLIA

Advogado afirma que espaço era destinado a operações de empresas de transporte de valores, destaca que não havia dinheiro no local e acusa a Globo de explorar politicamente o caso.

Por Ricardo Cantarelle

Após a divulgação de uma reportagem do Jornal Nacional sobre a descoberta de uma sala escondida em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília, o advogado Willer Tomaz divulgou um vídeo nesta quinta-feira (22) para apresentar sua versão dos fatos e contestar a interpretação dada ao espaço encontrado pela Polícia Federal.

Segundo Tomaz, a sala é uma estrutura de segurança utilizada por sua empresa de táxi aéreo, da qual é sócio, para atender empresas de transporte de valores com as quais mantém contratos. Ele explica que esse tipo de operação exige instalações seguras para o manuseio e a custódia temporária de numerário, incluindo porta blindada, estantes e máquina de contar cédulas.

O advogado afirma que os equipamentos encontrados pela Polícia Federal são compatíveis com essa finalidade e destaca que não havia dinheiro em espécie no local.

Em sua manifestação, sustenta que a própria documentação da investigação descreve a estrutura como compatível com a custódia de valores. A finalidade efetiva do espaço e sua eventual relação com outras suspeitas permanecem sujeitas à apuração das autoridades. Tomaz também contestou a associação de seu nome ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o parlamentar não tem relação com sua empresa de táxi aéreo nem com os serviços prestados às transportadoras de valores.

No vídeo, o advogado questiona ainda o momento em que a reportagem foi divulgada, alegando que a Polícia Federal esteve no hangar em agosto e que a notícia ganhou repercussão em outubro, às vésperas do segundo turno eleitoral.

Ele acusa o Jornal Nacional de utilizar o caso com finalidade política e afirma que responderá às suspeitas com documentos. Essas declarações representam a posição do advogado e não constituem, por si só, comprovação de manipulação jornalística.

A TVC havia noticiado a descoberta após a divulgação das informações pela imprensa.

Com a manifestação pública de Willer Tomaz, a TVC apresenta agora o contraponto do advogado, essencial para que o público conheça as diferentes versões sobre o episódio. A existência de uma sala com equipamentos para contagem de dinheiro não comprova, isoladamente, a prática de irregularidades. Da mesma forma, a explicação apresentada pela defesa precisa ser considerada no contexto da investigação.

Cabe às autoridades esclarecer a finalidade do espaço e verificar se há elementos que sustentem as suspeitas divulgadas.