A cidade de Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, acaba de entrar para a história da gastronomia brasileira. Uma rapadura gigante, produzida no Engenho Tradição, foi oficialmente eleita a maior do país pela plataforma RankBrasil. Com impressionantes 23.950 quilos, o doce desbancou o recorde anterior, estabelecido pela cidade de Pindoretama, que detinha o título com 18.660 quilos.
Cinco meses de dedicação e muito açúcar
A confecção do doce monumental não foi uma tarefa simples. Segundo Eduardo Calixto, um dos responsáveis pelo projeto, o processo levou cerca de cinco meses para ser concluído. Para atingir a marca expressiva, foi necessário um esforço coordenado de aproximadamente 20 funcionários, que se revezaram na produção. Ao todo, foram utilizadas 200 toneladas de cana-de-açúcar para dar forma à gigante.
Uma tradição que inspira o Ceará
Para a proprietária do engenho, Socorro Pereira, a conquista é motivo de orgulho e celebração de uma trajetória iniciada em 2006. Ela destaca que a iniciativa de criar rapaduras gigantes acabou servindo como um catalisador para o turismo e a cultura artesanal em diversos municípios cearenses. “Nossa rapadura serviu de incentivo para outras cidades criarem seus próprios recordes, como o maior queijo, a maior rede e até a maior buchada do estado”, ressalta a empresária.
Atração turística internacional
O Engenho Tradição tornou-se um ponto de parada obrigatório para visitantes de várias partes do mundo, curiosos para ver de perto a dimensão do doce. A turista uruguaia Silvia Castanho, que visitou o local, não escondeu o espanto com o tamanho da peça. “É maravilhosa, muito bom. Lá no Uruguai não temos nada parecido”, comentou durante a visita.
Disputa saudável entre municípios
O título de “maior do Brasil” é visto como uma competição positiva entre as cidades do Ceará. Socorro Pereira afirma que, embora outros municípios busquem o reconhecimento, a disputa estimula a valorização dos produtos regionais. Com a nova marca, Cascavel reafirma sua posição de destaque no cenário nacional, mantendo viva a tradição da produção artesanal de rapadura. O feito não apenas celebra a doçura do estado, mas também impulsiona a economia local e fortalece a identidade cultural cearense.