A tarde desta quinta-feira mostrou, mais uma vez, a importância da rápida atuação da Guarda Municipal de Maricá diante de ocorrências que poderiam ter resultado em algo muito mais grave.
Um homem visivelmente alterado, que ameaçava uma mulher dentro de um estabelecimento comercial, fugiu ao perceber que a funcionária acionava os agentes.
A GM respondeu com precisão, agilidade e senso de dever atributos que, infelizmente, nem sempre recebem o reconhecimento institucional que merecem.
Segundo informações, o suspeito embarcou em um dos ônibus Vermelhinhos na tentativa de escapar. A ação imediata da equipe permitiu que o coletivo fosse interceptado já nas proximidades do Hospital Municipal Conde Modesto Leal.
O homem foi retirado do ônibus e conduzido à 82ª DP, onde prestou esclarecimentos e teve o registro de ocorrência formalizado.
Mais uma vez, a GM fez o trabalho que, em tese, caberia à Polícia Militar e fez com eficiência.
Contudo, o episódio acende um alerta que não pode mais ser ignorado: quem cuida da segurança dos agentes da Guarda?
Informações repassadas à reportagem apontam para uma lacuna grave no protocolo preventivo. Quando as câmeras de monitoramento identificam um indivíduo que é foragido da Justiça, com mandado de prisão em aberto ou com histórico de alta periculosidade, esses dados não estão sendo repassados de forma imediata e completa aos agentes que vão para a linha de frente.
Esse detalhe, que deveria ser padrão, coloca guardas municipais em risco direto muitos deles abordando suspeitos sem saber se estão diante de criminosos armados, acompanhados por comparsas ou ligados a facções que reagem com violência.
Uma falha de comunicação que, em qualquer município que leva segurança pública a sério, seria inadmissível.
A Guarda Municipal tem cumprido papel fundamental em Maricá, atuando além de suas atribuições originais e preenchendo vazios que deveriam ser de outras forças.
Mas sem um suporte operacional adequado, sem informações completas e sem protocolo preventivo eficiente, o município corre o risco de expor seus profissionais a situações de alto risco sem o devido respaldo.
Fica o alerta claro e necessário: eficiência existe, dedicação existe falta ao comando garantir que cada agente tenha as informações e a proteção necessárias para exercer seu trabalho sem se tornar alvo fácil da criminalidade.